Tratamento do Câncer Renal: Cirurgia e Terapias-Alvo

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo feminino, 55 anos de idade, foi diagnosticada com uma tumoração sólida no rim esquerdo em exame de ultrassonografia, medindo cerca de 6,0 cm no polo superior. A paciente refere dor em região lombar esquerda, esporádica, há um ano, e teve alguns episódios de hematúria. Ao exame físico, não apresenta alterações significativas.\n\nEm relação ao tratamento oncológico dessa tumoração, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O sunitinibe é utilizado para citorredução, permitindo cirurgia em tumores grandes.
  2. B) A quimioterapia é o tratamento curativo padrão.
  3. C) A nefrectomia parcial não está indicada para esse tipo tumoral.
  4. D) Ao realizar a nefrectomia o cirurgião precisa ter cuidado para poupar a fáscia de Gerota. Situação-Problema: Questões de 43 a 45. Paciente recém-nascida, apresenta tosse e baixa aceitação da amamentação na sala de parto. A criança nasceu com baixo peso. Ao exame físico, taquipneia leve, abdome distendido e indolor à palpação.

Pérola Clínica

Sunitinibe (TKI) → Citorredução em tumores renais avançados ou volumosos pré-op.

Resumo-Chave

O tratamento do câncer renal é predominantemente cirúrgico, mas terapias-alvo como o sunitinibe podem ser usadas para reduzir o volume tumoral antes da intervenção.

Contexto Educacional

O Carcinoma de Células Renais (CCR) representa a maioria das neoplasias malignas do rim. O diagnóstico é frequentemente incidental por exames de imagem, mas a tríade clássica (dor lombar, hematúria e massa palpável) ainda ocorre em casos avançados. O tratamento fundamental é a cirurgia (nefrectomia parcial ou radical).\n\nA oncologia moderna introduziu os inibidores de tirosina quinase e a imunoterapia, que revolucionaram o manejo da doença avançada. O CCR é notório por sua resistência à radioterapia e quimioterapia citotóxica convencional, tornando o entendimento das vias de sinalização molecular (como a via VHL-HIF-VEGF) essencial para o tratamento medicamentoso.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do Sunitinibe no câncer renal?

O Sunitinibe é um inibidor de tirosina quinase (TKI) que atua bloqueando receptores de VEGF e PDGF, inibindo a angiogênese tumoral. No cenário metastático, é uma terapia de primeira linha. No cenário pré-operatório (neoadjuvante), pode ser utilizado para citorredução de tumores volumosos ou trombos em veia cava, visando facilitar a ressecção cirúrgica posterior, embora seu uso rotineiro para citorredução em tumores localizados ainda seja debatido.

Quando indicar nefrectomia parcial em vez de radical?

A nefrectomia parcial é o padrão-ouro para tumores T1 (até 7 cm), sempre que tecnicamente viável. O objetivo é preservar a função renal sem comprometer o resultado oncológico. No caso de um tumor de 6 cm (T1b), a nefrectomia parcial é uma opção válida, especialmente se o tumor for exofítico e em polos renais, ao contrário do que sugere o senso comum de que tumores maiores que 4 cm exigiriam nefrectomia radical.

O que é a fáscia de Gerota e sua importância na cirurgia renal?

A fáscia de Gerota é a camada de tecido conjuntivo que envolve o rim e a glândula adrenal, contendo a gordura perirrenal. Na nefrectomia radical por câncer renal, a fáscia de Gerota deve ser removida em bloco com o rim para garantir margens oncológicas adequadas, pois ela atua como uma barreira anatômica contra a disseminação local do tumor.

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