SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 55 anos de idade, foi diagnosticada com uma tumoração sólida no rim esquerdo em exame de ultrassonografia, medindo cerca de 6,0 cm no polo superior. A paciente refere dor em região lombar esquerda, esporádica, há um ano, e teve alguns episódios de hematúria. Ao exame físico, não apresenta alterações significativas.\n\nEm relação ao tratamento oncológico dessa tumoração, é correto afirmar que:
Sunitinibe (TKI) → Citorredução em tumores renais avançados ou volumosos pré-op.
O tratamento do câncer renal é predominantemente cirúrgico, mas terapias-alvo como o sunitinibe podem ser usadas para reduzir o volume tumoral antes da intervenção.
O Carcinoma de Células Renais (CCR) representa a maioria das neoplasias malignas do rim. O diagnóstico é frequentemente incidental por exames de imagem, mas a tríade clássica (dor lombar, hematúria e massa palpável) ainda ocorre em casos avançados. O tratamento fundamental é a cirurgia (nefrectomia parcial ou radical).\n\nA oncologia moderna introduziu os inibidores de tirosina quinase e a imunoterapia, que revolucionaram o manejo da doença avançada. O CCR é notório por sua resistência à radioterapia e quimioterapia citotóxica convencional, tornando o entendimento das vias de sinalização molecular (como a via VHL-HIF-VEGF) essencial para o tratamento medicamentoso.
O Sunitinibe é um inibidor de tirosina quinase (TKI) que atua bloqueando receptores de VEGF e PDGF, inibindo a angiogênese tumoral. No cenário metastático, é uma terapia de primeira linha. No cenário pré-operatório (neoadjuvante), pode ser utilizado para citorredução de tumores volumosos ou trombos em veia cava, visando facilitar a ressecção cirúrgica posterior, embora seu uso rotineiro para citorredução em tumores localizados ainda seja debatido.
A nefrectomia parcial é o padrão-ouro para tumores T1 (até 7 cm), sempre que tecnicamente viável. O objetivo é preservar a função renal sem comprometer o resultado oncológico. No caso de um tumor de 6 cm (T1b), a nefrectomia parcial é uma opção válida, especialmente se o tumor for exofítico e em polos renais, ao contrário do que sugere o senso comum de que tumores maiores que 4 cm exigiriam nefrectomia radical.
A fáscia de Gerota é a camada de tecido conjuntivo que envolve o rim e a glândula adrenal, contendo a gordura perirrenal. Na nefrectomia radical por câncer renal, a fáscia de Gerota deve ser removida em bloco com o rim para garantir margens oncológicas adequadas, pois ela atua como uma barreira anatômica contra a disseminação local do tumor.
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