SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 55 anos de idade, foi diagnosticada com uma tumoração sólida no rim esquerdo em exame de ultrassonografia, medindo cerca de 6,0 cm no polo superior. A paciente refere dor em região lombar esquerda, esporádica, há um ano, e teve alguns episódios de hematúria. Ao exame físico, não apresenta alterações significativas.\n\nEm relação ao principal diagnóstico para a paciente, é correto o que se afirma em:
Tabagismo + Doença cística renal = Principais fatores de risco para Carcinoma de Células Renais.
O carcinoma de células renais é frequentemente incidental. Tabagismo e doença renal cística são fatores de risco clássicos, e a hipercalcemia (não hipercalemia) é uma síndrome paraneoplásica comum.
O carcinoma de células renais (CCR) origina-se predominantemente do epitélio do túbulo contorcido proximal. O subtipo de células claras é o mais prevalente (70-80%). A patogênese frequentemente envolve a perda do gene supressor de tumor VHL no cromossomo 3p, o que leva ao acúmulo de fatores induzidos por hipóxia (HIF) e consequente superexpressão de fatores de crescimento vascular (VEGF), explicando a natureza hipervascular desses tumores.\n\nO diagnóstico precoce é fundamental, pois tumores localizados (estádios T1 e T2) apresentam altas taxas de cura com nefrectomia parcial ou radical. O tabagismo é o fator de risco evitável mais importante, com uma relação dose-dependente. Pacientes com doença renal terminal que desenvolvem cistos adquiridos devem ser monitorados, pois o risco de malignização nesses cistos é consideravelmente maior do que na população geral.
Os principais fatores de risco epidemiológicos incluem o tabagismo (dobra o risco), a obesidade e a hipertensão arterial. Além disso, fatores genéticos (como a síndrome de Von Hippel-Lindau) e condições adquiridas, como a doença renal cística adquirida em pacientes em diálise, aumentam significativamente a incidência deste tumor.
Não. A tríade clássica, composta por dor lombar, hematúria e massa palpável, ocorre em menos de 10% dos casos atualmente. Com o uso disseminado de exames de imagem (USG e TC), a maioria dos carcinomas de células renais é diagnosticada de forma incidental em pacientes assintomáticos.
O carcinoma de células renais é conhecido como o 'tumor do internista' devido às diversas síndromes paraneoplásicas. As mais comuns incluem a hipercalcemia (devido à produção de proteína relacionada ao paratormônio - PTH-rp), eritrocitose (produção de eritropoietina), hipertensão (produção de renina) e a Síndrome de Stauffer (disfunção hepática não metastática).
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