Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Com relação ao Carcinoma de Células Renais (CCR), analise as afirmativas a seguir: 1. A tomografia computadorizada ou a ressonância magnética permitem um diagnóstico preciso do CCR, mas não possibilitam distinguir o oncocitoma e o angiomiolipoma sem gordura das neoplasias renais malignas. li. A nefrectomia radical é recomendada mesmo na doença em estágio inicial (T1 a), devido à natureza infiltrativa do CCR medular. Ili. A graduação histológica de Fuhrman é confiável para os CCR tipo papilar e cromófobo. IV A biópsia renal percutânea deve ser considerada em pacientes candidatos a vigilância ativa de pequenas massas, watchful waiting, em pacientes sem proposta curativa, excluir lesões metastáticas e confirmar o sucesso das terapias ablativas. Está(ão) CORRETA(s) a(s) afirmativa(s):
TC/RM não distinguem oncocitoma/angiomiolipoma sem gordura de CCR maligno; biópsia renal percutânea útil em vigilância ativa e confirmação.
Embora a TC e a RM sejam excelentes para o diagnóstico e estadiamento do Carcinoma de Células Renais (CCR), elas têm limitações na diferenciação de lesões benignas como oncocitomas e angiomiolipomas sem gordura. A biópsia renal percutânea é uma ferramenta valiosa para guiar decisões terapêuticas, especialmente em casos de vigilância ativa ou para confirmar o tipo histológico.
O Carcinoma de Células Renais (CCR) representa a neoplasia maligna mais comum do rim em adultos, com uma incidência crescente devido ao uso mais frequente de exames de imagem. O diagnóstico e estadiamento precisos são cruciais para o planejamento terapêutico e prognóstico do paciente. A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são as modalidades de imagem de escolha, permitindo a detecção, caracterização e estadiamento da lesão, além de avaliar a extensão da doença. No entanto, é importante reconhecer as limitações dessas modalidades de imagem. Lesões como oncocitomas e angiomiolipomas sem gordura podem ter características radiológicas semelhantes às de neoplasias malignas, tornando a diferenciação um desafio. Nesses casos, a biópsia renal percutânea desempenha um papel fundamental, fornecendo material para análise histopatológica e permitindo um diagnóstico definitivo, o que é essencial para evitar cirurgias desnecessárias ou para guiar terapias específicas. A biópsia renal percutânea é particularmente útil em cenários como a vigilância ativa de pequenas massas renais, em pacientes com comorbidades que os tornam maus candidatos à cirurgia, para confirmar o tipo histológico antes de terapias ablativas ou em casos de doença metastática para guiar o tratamento sistêmico. A graduação histológica, como a de Fuhrman (para células claras) ou, mais modernamente, a ISUP (para todos os tipos), é um fator prognóstico importante que influencia as decisões terapêuticas.
Embora a TC e a RM sejam excelentes para detectar e estadiar massas renais, elas podem não conseguir diferenciar com precisão lesões benignas, como oncocitomas e angiomiolipomas sem gordura, de carcinomas de células renais malignos, exigindo, por vezes, biópsia para confirmação histopatológica.
A biópsia renal percutânea é indicada em pacientes candidatos à vigilância ativa de pequenas massas, naqueles sem proposta curativa para confirmar o tipo histológico, para excluir lesões metastáticas e para confirmar o sucesso de terapias ablativas, otimizando o plano de tratamento.
O sistema de graduação histológica de Fuhrman era classicamente usado para o carcinoma de células claras. Atualmente, o sistema de graduação da International Society of Urological Pathology (ISUP) é o mais recomendado, sendo aplicável a todos os subtipos histológicos de CCR e fornecendo melhor correlação prognóstica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo