INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um homem de 72 anos procura atendimento devido a dor lombar inespecífica há 1 mês. Nega hematúria e sintomas urinários. Relata ter diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, faz uso de metformina, hidroclorotiazida, nifedipino, propranolol e sinvastatina. Em tomografia de abdome e pelve, identifica-se lesão sólida, nodular, hipervascular no terço médio do rim esquerdo, posterior e parcialmente exofítica, medindo 3,8 cm no maior diâmetro, sem linfonodomegalias. Em complementação de estadiamento, por meio de tomografia de tórax, não foram identificadas evidências de doença à distância.Diante desse quadro, a hipótese diagnóstica mais provável é
Massa renal sólida, hipervascular, em idoso com dor lombar inespecífica → Carcinoma de Células Renais até prova em contrário.
O carcinoma de células renais (CCR) é o tumor renal mais comum em adultos. Apresenta-se frequentemente como uma massa sólida, hipervascular, detectada incidentalmente ou por sintomas inespecíficos como dor lombar. A ausência de metástases à distância e linfonodomegalias sugere doença localizada.
O carcinoma de células renais (CCR) é o tumor maligno mais comum do rim em adultos, sendo responsável por aproximadamente 90% das neoplasias renais. Sua incidência é maior em homens e em idosos, com pico entre 60 e 70 anos. Fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, hipertensão e doença renal crônica. A apresentação clínica clássica (hematúria, dor lombar e massa palpável) é rara atualmente, sendo a maioria dos tumores descoberta incidentalmente em exames de imagem realizados por outras razões. No caso apresentado, a lesão sólida, nodular, hipervascular, parcialmente exofítica e medindo 3,8 cm, sem linfonodomegalias ou metástases à distância, é altamente sugestiva de CCR. A hipervascularização é uma característica marcante do CCR na tomografia com contraste. A dor lombar inespecífica pode ser um sintoma de apresentação, embora não seja específica. O estadiamento do CCR é crucial para definir a conduta. Tumores localizados, como o descrito (T1a, < 4 cm), geralmente são tratados com nefrectomia parcial, que visa preservar o máximo de tecido renal saudável. Sarcoma renal e linfoma renal são menos comuns e teriam características de imagem e apresentação clínica distintas. Tumor metastático seria uma possibilidade se houvesse um primário conhecido e múltiplos focos, mas a descrição é de uma lesão única e primária no rim.
Fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, doença renal cística adquirida em pacientes em diálise e certas síndromes genéticas como a doença de von Hippel-Lindau.
Na tomografia, o CCR geralmente se apresenta como uma massa sólida, heterogênea, com realce significativo após contraste (hipervascular), e pode ser exofítica, invadir o sistema coletor ou a veia renal.
O estadiamento é feito com base no tamanho do tumor, invasão de estruturas adjacentes, envolvimento de linfonodos regionais e presença de metástases à distância, geralmente por tomografia de abdome, pelve e tórax.
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