CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Paciente do sexo feminino de 55 anos de idade, sem comorbidades, realiza tomografia de abdome que demonstra uma massa renal sólida, incidental, hipervascular, com 8 cm de diâmetro, na região mesorenal e polo superior a direita, com abaulamento da via excretora. Qual é a conduta mais adequada?
Massa renal sólida > 7cm (T2) central/mesorenal → Nefrectomia Radical.
Tumores renais maiores que 7cm (estádio T2) ou com localização complexa (mesorenal/hilar) têm indicação preferencial de nefrectomia radical, especialmente se o rim contralateral for funcional.
O manejo das massas renais incidentais evoluiu com o aprimoramento das técnicas de imagem e cirurgia minimamente invasiva. O Carcinoma de Células Renais (CCR) representa a maioria das massas sólidas. O tamanho do tumor (T) é o principal preditor de conduta: T1a (≤4cm) e T1b (4-7cm) são candidatos ideais para nefrectomia parcial (cirurgia preservadora de néfrons). Para tumores T2 (>7cm), como o caso de 8cm descrito, a nefrectomia radical torna-se a conduta padrão, especialmente se a localização for mesorenal (central), o que aumenta a complexidade de uma ressecção parcial. A via laparoscópica é preferencial devido à menor morbidade. A decisão deve sempre considerar a função renal basal do paciente e a presença de rim contralateral saudável.
A nefrectomia radical é preferida em tumores maiores que 7cm (T2), localizações centrais ou hilares que dificultam a preservação de parênquima, ou quando há invasão venosa. Embora a nefrectomia parcial seja o padrão-ouro para T1 (<7cm), em massas de 8cm com envolvimento mesorenal, a radical oferece maior segurança oncológica e menor risco de complicações técnicas.
A biópsia renal percutânea não é rotina para massas sólidas hipervasculares suspeitas de carcinoma de células renais (CCR). Ela é reservada para casos de dúvida diagnóstica (suspeita de metástase de outro sítio, linfoma ou abscesso), pacientes candidatos à vigilância ativa ou antes de terapias ablativas em tumores pequenos.
A nefrectomia radical videolaparoscópica é o padrão para tumores T1 e T2 que não podem ser tratados com cirurgia preservadora de néfrons. Ela oferece resultados oncológicos equivalentes à cirurgia aberta, com as vantagens de menor dor pós-operatória, menor tempo de internação e recuperação funcional mais rápida.
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