Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024
Um paciente de 70 anos, tabagista e usuário de bebida alcoólica, apresenta história de emagrecimento e disfagia progressiva. A endoscopia digestiva alta revelou lesão estenosante no 1/3 médio do esôfago. O diagnóstico histopatológico mais provável da lesão neste caso será:
Idoso, tabagista/etilista, disfagia progressiva, lesão 1/3 médio esôfago → Carcinoma de Células Escamosas.
O carcinoma de células escamosas do esôfago é fortemente associado a fatores de risco como tabagismo e etilismo, e tipicamente se manifesta com disfagia progressiva e emagrecimento, sendo mais comum no terço médio e superior do esôfago.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva, com dois tipos histológicos principais: o carcinoma de células escamosas e o adenocarcinoma. A distinção entre eles é crucial, pois possuem epidemiologias, fatores de risco e localizações preferenciais distintas. O carcinoma de células escamosas é historicamente o tipo mais comum globalmente, especialmente em regiões da Ásia e África, e está fortemente associado a hábitos como tabagismo e etilismo, além de deficiências nutricionais e condições como acalasia. Clinicamente, o carcinoma de células escamosas do esôfago manifesta-se tipicamente com disfagia progressiva, que é a dificuldade para engolir, inicialmente para alimentos sólidos e, com a progressão da doença, também para líquidos. Outros sintomas incluem perda de peso inexplicável, dor retroesternal, odinofagia (dor ao engolir) e, em casos avançados, rouquidão (por invasão do nervo laríngeo recorrente) ou tosse crônica. A lesão estenosante no terço médio do esôfago, em um paciente idoso com histórico de tabagismo e etilismo, é altamente sugestiva desse diagnóstico. O diagnóstico definitivo é feito por endoscopia digestiva alta com biópsia da lesão, seguida de estudo histopatológico. O estadiamento envolve exames de imagem como tomografia computadorizada e PET-CT para avaliar a extensão da doença e a presença de metástases. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio da doença. A identificação precoce é fundamental para um melhor prognóstico, embora a doença seja frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à natureza insidiosa dos sintomas iniciais.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo crônico, consumo excessivo de álcool, deficiências nutricionais, acalasia, tilose e ingestão de cáusticos. Esses fatores contribuem para a irritação crônica e displasia do epitélio escamoso.
A manifestação mais comum é a disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e depois para líquidos, acompanhada de emagrecimento, dor retroesternal, odinofagia e, em estágios avançados, rouquidão ou tosse persistente devido à invasão de estruturas adjacentes.
O carcinoma de células escamosas está associado a tabagismo e etilismo, e ocorre mais frequentemente nos terços médio e superior do esôfago. O adenocarcinoma, por sua vez, está ligado à esofagite de Barrett (metaplasia intestinal do esôfago distal) e ao refluxo gastroesofágico crônico, sendo mais comum no terço distal.
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