SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
O câncer de esôfago tem apresentado uma incidência crescente, porém ainda permanece como a sexta neoplasia maligna mais comum, com uma incidência de cerca de 20 por 100.000 habitantes na América do Norte e 160 por 100.000 na China e África do Sul. Em relação ao tipo histológico do câncer de esôfago, marque a alternativa correta:
Carcinoma de células escamosas do esôfago → terço superior e médio, origem na mucosa escamosa nativa.
O carcinoma de células escamosas é o tipo histológico mais comum de câncer de esôfago globalmente, originando-se do epitélio escamoso nativo e predominando nos terços superior e médio do órgão. Sua etiologia está fortemente ligada a fatores ambientais como tabagismo e etilismo.
O câncer de esôfago é uma neoplasia maligna com incidência crescente em algumas regiões, apresentando dois tipos histológicos principais: o carcinoma de células escamosas (CCE) e o adenocarcinoma. A distribuição geográfica e os fatores de risco variam entre esses tipos. O CCE é historicamente o tipo mais comum globalmente, especialmente em países asiáticos e africanos, enquanto o adenocarcinoma tem visto um aumento de incidência em países ocidentais, superando o CCE em algumas populações. Compreender essas diferenças é crucial para o diagnóstico, rastreamento e manejo. O carcinoma de células escamosas do esôfago surge da mucosa escamosa nativa, que reveste a maior parte do esôfago. Ele é mais frequentemente encontrado nos terços superior e médio do esôfago, correspondendo a aproximadamente 70% dos casos. Os principais fatores de risco incluem tabagismo e etilismo crônico, que atuam sinergicamente, além de deficiências nutricionais, acalasia e ingestão de cáusticos. A fisiopatologia envolve a irritação crônica do epitélio escamoso, levando a displasia e, posteriormente, a carcinoma in situ e invasivo. Em contraste, o adenocarcinoma do esôfago está fortemente associado ao Esôfago de Barrett, uma condição onde há metaplasia intestinal do epitélio esofágico distal devido à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) crônica. Este tipo de câncer predomina no terço distal do esôfago e na junção esofagogástrica. Fatores de risco incluem DRGE de longa data, obesidade e hérnia de hiato. A distinção entre esses tipos histológicos é fundamental para o prognóstico e a escolha do tratamento, que pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio da doença.
Os dois principais tipos são o carcinoma de células escamosas (CCE) e o adenocarcinoma. O CCE surge da mucosa escamosa nativa, mais comum nos terços superior e médio do esôfago, associado a tabagismo e etilismo. O adenocarcinoma surge do epitélio colunar metaplásico (Esôfago de Barrett), mais comum no terço distal, associado à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e obesidade.
O Esôfago de Barrett é uma condição pré-maligna onde o epitélio escamoso normal do esôfago distal é substituído por epitélio colunar metaplásico, geralmente devido à DRGE crônica. Essa metaplasia pode progredir para displasia de baixo grau, alto grau e, finalmente, para adenocarcinoma de esôfago.
Os principais fatores de risco para o carcinoma de células escamosas incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, dieta pobre em frutas e vegetais, acalasia, tilose, ingestão de cáusticos, radioterapia prévia e, em algumas regiões, infecção por HPV. A Síndrome de Plummer-Vinson também é um fator de risco.
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