UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Paciente de 70 anos, tabagista, com passado de etilismo, apresenta disfagia progressiva há 6 meses acompanhada de perda de 15% do peso corporal. Procura o médico na Unidade Básica de saúde, que solicita endoscopia digestiva alta, a qual demonstra lesão vegetante a 25 cm da arcada dentária superior, ocupando 70% da luz esofágica que foi biopsiada. A biópsia apresenta como resultado carcinoma de células escamosas do esôfago. Sabendo que, durante o estadiamento, não houve evidência de comprometimento linfonodal, metástases e nem invasão de órgão adjacentes, (T3N0M0), a conduta mais adequada é
Câncer de esôfago localmente avançado (T3N0M0) → quimiorradioterapia neoadjuvante + cirurgia.
Para o carcinoma de células escamosas do esôfago em estágio localmente avançado (T3N0M0), a abordagem padrão é a terapia neoadjuvante (quimioterapia e radioterapia) seguida de cirurgia, visando reduzir o tumor e melhorar a ressecabilidade.
O carcinoma de células escamosas do esôfago é um tipo agressivo de câncer, frequentemente associado a fatores de risco como tabagismo e etilismo. A disfagia progressiva e a perda de peso são sintomas comuns que indicam doença avançada. O estadiamento preciso é fundamental para determinar a melhor estratégia terapêutica, utilizando exames como endoscopia com biópsia, tomografia computadorizada e PET-CT. Para tumores localmente avançados, como o T3N0M0 (T3 indica invasão da adventícia, N0 ausência de linfonodos comprometidos, M0 ausência de metástases), a conduta padrão é a terapia multimodal. Esta geralmente envolve quimiorradioterapia neoadjuvante, seguida de esofagectomia. A terapia neoadjuvante tem como objetivo reduzir o tamanho do tumor, esterilizar linfonodos regionais e aumentar as chances de uma ressecção cirúrgica completa (R0), melhorando o prognóstico. A esofagectomia é um procedimento complexo com morbimortalidade significativa, e a seleção cuidadosa dos pacientes é essencial. A combinação de quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia demonstrou ser superior à cirurgia isolada para esses estágios, oferecendo melhores taxas de sobrevida e controle local da doença.
O estadiamento é crucial para definir a extensão da doença e guiar a escolha do tratamento mais adequado, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação.
É o tratamento (quimioterapia e/ou radioterapia) realizado antes da cirurgia para reduzir o tamanho do tumor, controlar a doença local e aumentar as chances de uma ressecção cirúrgica completa.
Tabagismo, etilismo crônico, acalasia e ingestão de cáusticos são os principais fatores de risco associados ao carcinoma de células escamosas do esôfago.
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