CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Podemos dizer a respeito do carcinoma de células escamosas da conjuntiva:
SCC conjuntival → invasão local (esclera/globo) é possível; metástases são raras e preferencialmente linfáticas.
O carcinoma de células escamosas da conjuntiva é uma neoplasia maligna de crescimento lento, mas com potencial de invasão local profunda, atingindo esclera e o interior do globo ocular.
O carcinoma de células escamosas da conjuntiva (CEC) faz parte do espectro das neoplasias escamosas da superfície ocular (OSSN). A exposição à radiação ultravioleta é o principal fator de risco, associado também ao HPV e imunossupressão (HIV). Clinicamente, apresenta-se como uma lesão elevada, gelatinosa ou leucoplásica, frequentemente com vasos nutridores. A diferenciação entre o carcinoma in situ e o invasivo é histopatológica, baseada no rompimento da membrana basal. O manejo envolve a técnica de 'no touch' na biópsia excisional com margens amplas e crioterapia, ou o uso de quimioterápicos tópicos como Mitomicina C, 5-Fluorouracil ou Interferon alfa-2b em casos selecionados.
Sim, embora seja um tumor de crescimento relativamente lento, em casos avançados ou agressivos, ele pode invadir a esclera e penetrar nas estruturas internas do globo ocular, exigindo tratamentos mais radicais como a enucleação ou exenteração.
A localização mais frequente é na região do limbo, especificamente na fenda palpebral (área de exposição actínica), e não na conjuntiva palpebral ou fórnice inferior.
As metástases são consideradas raras (menos de 5% dos casos). Quando ocorrem, a via preferencial é a linfática para os linfonodos pré-auriculares e submandibulares, e não a via hematogênica.
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