HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Uma mulher de 48 anos com sangramento vaginal pós-coital apresenta massa cervical exofítica. Uma biópsia da massa confirma carcinoma de células escamosas. Se for realizada uma análise molecular do câncer, qual dos seguintes subtipos de HPV é mais provável de ser encontrado na amostra?
HPV 16 e 18 são os principais subtipos de alto risco associados ao carcinoma de células escamosas do colo uterino.
O carcinoma de células escamosas do colo uterino é fortemente associado à infecção persistente por subtipos de Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. Dentre eles, os tipos 16 e 18 são responsáveis pela vasta maioria dos casos, sendo cruciais para a oncogênese cervical e, portanto, os mais prováveis de serem detectados em uma biópsia de câncer.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna intimamente associada à infecção persistente por subtipos de Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. A epidemiologia global demonstra que o HPV é o principal agente etiológico, sendo responsável por quase 100% dos casos de carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma cervical. Dentre os mais de 200 tipos de HPV identificados, cerca de 14 são considerados de alto risco oncogênico. Os tipos 16 e 18 são os mais prevalentes e agressivos, respondendo por aproximadamente 70% dos carcinomas cervicais em todo o mundo. O HPV 16 é o mais comum, seguido pelo HPV 18. Outros tipos de alto risco incluem 31, 33, 35, 45, 52, 58, entre outros. A infecção persistente por esses tipos de HPV leva à integração do DNA viral no genoma da célula hospedeira, com a expressão das oncoproteínas E6 e E7. Essas proteínas interagem com proteínas reguladoras do ciclo celular, como p53 e pRb, inativando-as e promovendo a proliferação celular descontrolada e a transformação maligna. A vacinação contra o HPV e o rastreamento citopatológico (Papanicolaou) são as principais estratégias de prevenção e detecção precoce.
Os subtipos de HPV de alto risco mais frequentemente associados ao câncer de colo uterino são o HPV 16 e o HPV 18, responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de carcinoma cervical.
O HPV de alto risco integra seu DNA ao genoma da célula hospedeira, expressando oncoproteínas (E6 e E7) que inativam genes supressores tumorais (p53 e pRb), levando à proliferação celular descontrolada e à transformação maligna.
Os sintomas podem incluir sangramento vaginal anormal (pós-coital, intermenstrual, pós-menopausa), dor pélvica, corrimento vaginal com odor fétido e, em estágios mais avançados, sintomas urinários ou intestinais.
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