CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Com relação ao carcinoma de células escamosas da pálpebra, podemos afirmar que:
CEC vs CBC palpebral → Diferenciação clínica é incerta; diagnóstico definitivo exige anatomopatológico.
Embora o carcinoma basocelular seja mais comum, o carcinoma de células escamosas é mais agressivo. A semelhança clínica torna a biópsia obrigatória para o diagnóstico diferencial.
O carcinoma de células escamosas (CEC) representa cerca de 5-10% das neoplasias malignas palpebrais. Sua patogênese está fortemente ligada à radiação UV e pode surgir de lesões precursoras como a queratose actínica ou a doença de Bowen. Na prática clínica, qualquer lesão palpebral suspeita, persistente ou que altere a arquitetura ciliar deve ser submetida à biópsia. O exame anatomopatológico não apenas confirma a linhagem celular, mas também avalia o grau de diferenciação e a presença de invasão perineural, fatores que ditam a necessidade de margens cirúrgicas mais amplas ou terapias adjuvantes.
O Carcinoma de Células Escamosas (CEC) é significativamente mais agressivo que o Carcinoma Basocelular (CBC), apresentando maior potencial de invasão local profunda e risco de metástases para linfonodos regionais. Como ambos podem se apresentar como nódulos ou úlceras crônicas, a distinção é vital para o planejamento cirúrgico.
Diferente do que sugere a alternativa A da questão, o CEC é mais comum em pacientes de pele clara (fenótipos I e II de Fitzpatrick) com histórico de exposição solar crônica (raios ultravioleta, não infravermelhos). É raro em pacientes melanodérmicos.
O CEC ocorre mais frequentemente na pálpebra inferior e na margem palpebral, áreas de maior exposição solar. Embora possa ocorrer na carúncula, esta não é sua localização mais comum.
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