UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Homem, 80 anos, queixa-se de lesão cutânea no dorso da mão direita, com crescimento progressivo há 1 ano e que, às vezes, forma crostas e sangra, conforme imagem abaixo:De acordo com as características clínicas da lesão (imagem), trata-se provavelmente de:
Lesão em idoso, área exposta, crescimento progressivo, crostas e sangramento → alta suspeita de Carcinoma de Células Escamosas.
O Carcinoma de Células Escamosas (CCE) é o segundo câncer de pele mais comum, frequentemente associado à exposição solar crônica. Em idosos, lesões no dorso das mãos que crescem progressivamente, formam crostas e sangram facilmente são características típicas de CCE. O diagnóstico precoce é crucial para um bom prognóstico, exigindo biópsia da lesão.
O Carcinoma de Células Escamosas (CCE) é o segundo tipo mais comum de câncer de pele não melanoma, com uma incidência crescente globalmente. Ele se origina dos queratinócitos da epiderme e é fortemente associado à exposição crônica à radiação ultravioleta (UV), sendo mais prevalente em áreas do corpo cronicamente expostas ao sol, como face, couro cabeludo, orelhas, lábios e dorso das mãos. A idade avançada é um fator de risco significativo, e a lesão descrita na questão é um cenário clínico clássico para o diagnóstico de CCE. Clinicamente, o CCE pode se apresentar de diversas formas, mas as características mais sugestivas incluem uma lesão que cresce progressivamente, com superfície áspera, escamosa, crostosa ou ulcerada. O sangramento fácil, mesmo com pequenos traumas, é um sinal de alerta importante. É crucial diferenciar o CCE de outras lesões cutâneas, tanto benignas quanto malignas. A queratose actínica é uma lesão precursora do CCE, mas geralmente não apresenta as características de invasão e sangramento que o CCE já estabelecido demonstra. O carcinoma basocelular, embora mais comum, tem um padrão de crescimento diferente e raramente sangra espontaneamente de forma tão proeminente. O diagnóstico definitivo do CCE é feito por meio de biópsia da lesão. O tratamento primário é cirúrgico, com excisão completa da lesão e margens de segurança adequadas. O prognóstico é geralmente bom quando diagnosticado e tratado precocemente, mas o CCE tem um risco maior de metástase do que o carcinoma basocelular, especialmente em lesões maiores, mais profundas, em áreas de alto risco ou em pacientes imunossuprimidos. A prevenção, através da proteção solar, e o autoexame da pele são fundamentais para a detecção precoce.
O CCE geralmente se apresenta como uma pápula, placa ou nódulo eritematoso, com superfície escamosa, crostosa ou ulcerada. Pode ter crescimento progressivo, ser doloroso ao toque e sangrar facilmente, especialmente após pequenos traumas. É comum em áreas cronicamente expostas ao sol, como face, orelhas, lábios e dorso das mãos.
A queratose actínica é uma lesão pré-maligna, geralmente menor, áspera ao toque e sem sangramento espontâneo. O CCE é uma lesão maligna invasiva, que tende a ser maior, mais infiltrada, com crescimento mais rápido, e frequentemente apresenta ulceração, crostas e sangramento. A biópsia é essencial para a diferenciação definitiva.
O principal fator de risco é a exposição crônica e cumulativa à radiação ultravioleta (UV) do sol. Outros fatores incluem idade avançada, pele clara, imunossupressão, histórico de queimaduras solares graves, presença de queratoses actínicas e infecção por HPV em algumas localizações.
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