HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
Assinale a Correta: - um Carcinoma de Células Escamosas T3 de canal Anal é melhor manejado com:
CEC anal T3 → Quimiorradioterapia concomitante (Protocolo de Nigro) é o padrão-ouro.
O carcinoma de células escamosas do canal anal, especialmente em estágios mais avançados como T3, é classicamente tratado com quimiorradioterapia concomitante, um protocolo que demonstrou alta taxa de cura e preservação do esfíncter, evitando a amputação retal na maioria dos casos.
O carcinoma de células escamosas (CEC) do canal anal é uma neoplasia maligna que, embora rara, tem sua incidência crescente, especialmente em populações de risco como imunossuprimidos e pacientes com infecção por HPV. Compreender seu manejo é crucial para residentes, pois difere significativamente do adenocarcinoma retal. O estadiamento do CEC anal é fundamental para guiar o tratamento, sendo o T3 um tumor de tamanho considerável ou com invasão de estruturas adjacentes. A fisiopatologia está fortemente ligada à infecção persistente pelo HPV. O diagnóstico é feito por biópsia, e o estadiamento por exames de imagem como ressonância magnética e PET-CT. O tratamento padrão-ouro para a maioria dos CECs de canal anal, incluindo o T3, é a quimiorradioterapia concomitante, conhecida como Protocolo de Nigro. Esta abordagem visa a cura com preservação do esfíncter, reservando a cirurgia (amputação abdominoperineal) para casos de falha terapêutica ou doença residual. A escolha da quimiorradioterapia reflete a radiosensibilidade e quimiossensibilidade do tumor.
Os principais fatores de risco incluem infecção pelo HPV (especialmente tipos 16 e 18), HIV, imunossupressão, tabagismo e histórico de lesões anais pré-malignas.
A quimiorradioterapia oferece altas taxas de cura e permite a preservação do esfíncter anal, evitando uma colostomia permanente e melhorando a qualidade de vida do paciente, sem comprometer a sobrevida.
O Protocolo de Nigro consiste na combinação de radioterapia externa com quimioterapia, geralmente utilizando 5-fluorouracil e mitomicina C, administrados concomitantemente.
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