PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
Você atende um paciente de 85 anos com relato de sangramento retal e no toque descobre uma lesão a 5 cm da borda anal. A biópsia mostra um carcinoma de células escamosas. Para o tratamento desta lesão, assinale a alternativa CORRETA.
Carcinoma de células escamosas anal é tratado primariamente com quimiorradioterapia, e o prognóstico do câncer de cólon é geralmente melhor que o de reto, estágio por estágio.
A questão aborda o carcinoma de células escamosas anal, que é diferente do adenocarcinoma retal. No entanto, a alternativa correta (C) compara o prognóstico do câncer de cólon e reto, que é uma informação geral sobre câncer colorretal. O câncer de reto, devido à sua localização na pelve e à proximidade com outras estruturas, apresenta desafios cirúrgicos e de estadiamento que frequentemente resultam em um prognóstico pior que o câncer de cólon, estágio por estágio.
O carcinoma de células escamosas do canal anal é uma entidade distinta do adenocarcinoma retal. Sua incidência tem aumentado, e está fortemente associado à infecção pelo HPV. O diagnóstico é feito por biópsia, e o estadiamento envolve exames de imagem como ultrassonografia endorretal e ressonância magnética da pelve para avaliar a extensão local e o envolvimento linfonodal. O tratamento primário para o carcinoma de células escamosas anal é a quimiorradioterapia, com altas taxas de cura e preservação do esfíncter. A cirurgia (ressecção abdominoperineal) é geralmente reservada para casos de doença persistente ou recorrente após a quimiorradioterapia. A alternativa correta da questão (C) aborda uma comparação prognóstica entre câncer de cólon e reto. Estágio por estágio, o câncer de reto tem um prognóstico geralmente menos favorável que o câncer de cólon. Isso se deve a fatores como a anatomia pélvica restrita, que dificulta a ressecção cirúrgica com margens adequadas, e a maior complexidade do estadiamento e tratamento adjuvante para o câncer retal.
A ultrassonografia endorretal e a ressonância magnética da pelve são exames cruciais para o estadiamento local do carcinoma de células escamosas anal, avaliando a profundidade da invasão e o envolvimento de estruturas adjacentes e linfonodos regionais.
O tratamento padrão para o carcinoma de células escamosas anal é a quimiorradioterapia concomitante, que frequentemente permite a preservação do esfíncter anal e evita a colostomia permanente, sendo a cirurgia reservada para casos de falha terapêutica ou doença residual.
O câncer de reto tem um prognóstico geralmente pior que o de cólon, estágio por estágio, devido à sua localização na pelve, que dificulta a obtenção de margens cirúrgicas adequadas, maior risco de recorrência local e envolvimento linfonodal regional complexo.
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