IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Qual das seguintes opções não é fator de risco para carcinoma de bexiga?
Carcinoma de bexiga: tabagismo, idade avançada, sexo masculino são FR; raça negra NÃO é FR.
O carcinoma de bexiga está fortemente associado a fatores como tabagismo, exposição ocupacional a aminas aromáticas, idade avançada e sexo masculino. A raça negra, por outro lado, não é considerada um fator de risco, e em algumas populações, a incidência pode ser até menor.
O carcinoma de bexiga é uma neoplasia urológica comum, com uma epidemiologia bem estabelecida em relação aos seus fatores de risco. Compreender esses fatores é crucial para a prevenção e identificação de populações de alto risco. A fisiopatologia do carcinoma de bexiga está frequentemente ligada à exposição crônica a carcinógenos eliminados pela urina, que entram em contato direto com o urotélio. O tabagismo é o fator de risco mais significativo, contribuindo para aproximadamente 50% dos casos. Outros fatores incluem a exposição ocupacional a aminas aromáticas (presentes em indústrias de tintas, borracha, couro), idade avançada (maior incidência entre 60-70 anos) e sexo masculino (incidência 3-4 vezes maior que em mulheres). Outros fatores incluem histórico de radioterapia pélvica, quimioterapia com ciclofosfamida, infecções crônicas do trato urinário e parasitoses como a esquistossomose (associada ao carcinoma de células escamosas). É importante notar que a raça negra não é considerada um fator de risco para carcinoma de bexiga; na verdade, estudos epidemiológicos mostram que a incidência é maior em caucasianos. O diagnóstico precoce e a identificação dos fatores de risco são fundamentais para o manejo e prognóstico da doença.
O principal fator de risco modificável é o tabagismo, responsável por cerca de metade dos casos. Outros incluem exposição ocupacional a aminas aromáticas e certos produtos químicos, como os utilizados em indústrias de tintas e borracha.
O sexo masculino apresenta uma incidência 3 a 4 vezes maior de carcinoma de bexiga em comparação com o sexo feminino, possivelmente devido a maiores taxas de tabagismo e exposição ocupacional histórica a carcinógenos.
Sim, cálculos vesicais crônicos e irritação crônica da bexiga (como em infecções urinárias de repetição ou cateterismo prolongado) podem aumentar o risco de carcinoma de células escamosas da bexiga, um tipo menos comum.
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