CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Sobre o carcinoma basocelular da pálpebra, podemos afirmar que:
CBC é o tumor maligno palpebral mais comum; pálpebra inferior é o local mais afetado.
O carcinoma basocelular (CBC) representa cerca de 90% das neoplasias malignas palpebrais, associando-se fortemente à exposição solar crônica em idosos.
O carcinoma basocelular (CBC) é a neoplasia maligna mais prevalente na prática oftalmológica periocular. Caracteriza-se clinicamente como uma lesão nodular perolada, muitas vezes com telangiectasias superficiais e ulceração central (ulcus rodens). O tratamento padrão-ouro é a excisão cirúrgica com margens livres, preferencialmente utilizando a técnica de Microcirurgia de Mohs em áreas críticas como o canto medial para preservar tecido saudável e garantir a cura. O conhecimento da epidemiologia — predominância em idosos e na pálpebra inferior — auxilia no alto índice de suspeição clínica necessário para o diagnóstico precoce.
A pálpebra inferior é o local mais frequentemente acometido pelo carcinoma basocelular (cerca de 50-60% dos casos), seguida pelo canto medial. A pálpebra superior e o canto lateral são menos afetados. Essa distribuição está relacionada à maior exposição solar direta que a pálpebra inferior recebe ao longo da vida.
Embora o CBC raramente sofra metástase, ele é localmente invasivo e pode causar destruição significativa dos tecidos perioculares, invasão da órbita e até dos seios da face se não tratado precocemente. Tumores localizados no canto medial são particularmente preocupantes devido à proximidade com o sistema lacrimal e facilidade de invasão profunda em direção à órbita.
O principal fator de risco é a exposição cumulativa à radiação ultravioleta (sol). Por isso, é mais comum em pacientes idosos, de pele clara (fototipos I e II de Fitzpatrick), com histórico de queimaduras solares ou exposição ocupacional prolongada ao sol sem proteção. O diagnóstico precoce através da biópsia é fundamental para o sucesso cirúrgico.
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