ENARE/ENAMED — Prova 2023
Paulo foi encaminhado ao dermatologista pelo médico da família com suspeita de carcinoma basocelular. Nessa patologia, a forma clínica mais comum apresenta qual das seguintes características?
Carcinoma Basocelular (CBC) nodular, forma mais comum → nódulo peroláceo, telangiectasias, ulceração central com crosta.
O carcinoma basocelular (CBC) é o câncer de pele mais comum. A forma nodular, a mais frequente, tipicamente se apresenta como um nódulo translúcido ou peroláceo, com telangiectasias na superfície e que pode ulcerar centralmente, formando uma crosta. O reconhecimento precoce é crucial para o tratamento.
O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo de câncer de pele mais prevalente, representando cerca de 80% de todos os cânceres de pele não melanoma. Sua incidência está diretamente relacionada à exposição solar crônica, especialmente em indivíduos de pele clara. O reconhecimento precoce das suas manifestações clínicas é crucial para um tratamento eficaz e para evitar a morbidade associada à sua invasão local. A forma nodular é a apresentação clínica mais comum do CBC. Caracteriza-se por um nódulo firme, brilhante, translúcido ou peroláceo, frequentemente com telangiectasias em sua superfície. Com o tempo, essa lesão pode ulcerar no centro, formando uma crosta e uma borda elevada e perolácea, o que lhe confere o aspecto de 'úlcera roedora'. Outras formas incluem o CBC superficial (placa eritematosa e descamativa), pigmentado (com pigmentação melânica) e esclerodermiforme (placa esbranquiçada e infiltrada). O diagnóstico é primariamente clínico e dermatoscópico, sendo confirmado por biópsia. O tratamento de escolha é a excisão cirúrgica, com margens de segurança adequadas. Para residentes, é fundamental desenvolver a capacidade de identificar essas lesões, pois a detecção precoce impacta diretamente o prognóstico do paciente e a complexidade do tratamento.
A forma nodular do carcinoma basocelular, a mais comum, apresenta-se tipicamente como um nódulo translúcido ou peroláceo, com telangiectasias (pequenos vasos sanguíneos visíveis) na superfície. Frequentemente, pode haver uma ulceração central que se recobre por uma crosta, e as bordas da lesão podem ter um aspecto peroláceo.
A diferenciação envolve a observação de características como a translucidez, as telangiectasias, a borda perolácea e a tendência à ulceração. Lesões que sangram facilmente, não cicatrizam ou crescem lentamente devem levantar suspeita. A dermatoscopia é uma ferramenta útil para auxiliar no diagnóstico diferencial.
O diagnóstico precoce é fundamental para o carcinoma basocelular, pois, embora raramente metastatize, ele pode ser localmente invasivo e destrutivo. A remoção cirúrgica completa na fase inicial geralmente resulta em cura, minimizando a morbidade e o comprometimento estético.
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