CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
São aspectos clínicos que sugerem malignidade em lesões suspeitas de carcinomas palpebrais:
Madarose local + Ulceração + Perda da arquitetura palpebral = Suspeita de Malignidade.
A perda de cílios (madarose) associada a uma lesão ulcerada é um sinal clássico de invasão tumoral dos folículos pilosos, sugerindo carcinoma palpebral.
Os tumores palpebrais malignos representam a maioria das neoplasias oculares. O carcinoma basocelular (CBC) responde por cerca de 90% dos casos, seguido pelo carcinoma espinocelular e o carcinoma de glândulas sebáceas. A pálpebra inferior é o local mais afetado devido à maior exposição solar. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a invasão orbital e a necessidade de procedimentos mutilantes como a exenteração. A diferenciação entre lesões inflamatórias crônicas e neoplasias deve ser rigorosa na prática oftalmológica.
Os sinais de alerta incluem: ulceração persistente, perda local de cílios (madarose), destruição da arquitetura da margem palpebral (como o entalhe ou 'notching'), telangiectasias anormais, pigmentação irregular e endurecimento da lesão. O carcinoma basocelular, tipo mais comum, frequentemente apresenta bordas peroladas e centro ulcerado (úlcera rodens).
A perda de cílios ocorre quando o tumor invade e destrói os folículos pilosos localizados na margem palpebral. Lesões benignas, como papilomas ou cistos, geralmente deslocam os cílios, mas não os destroem. Portanto, uma área focal de madarose em uma lesão suspeita é um forte indicador de comportamento infiltrativo maligno.
A conduta padrão é a realização de biópsia incisional ou excisional para confirmação histopatológica. No caso de carcinomas, o tratamento de escolha é a exérese cirúrgica com margens livres, preferencialmente utilizando a técnica de microcirurgia de Mohs para garantir a erradicação tumoral com máxima preservação de tecido saudável.
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