PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
MLS, sexo feminino, 57 anos, trabalhadora rural no norte de Minas, foi encaminhada para cirurgia ambulatorial. Apresentava pápula rósea com cerca de 1cm de diâmetro em região pré- auricular direita, consistência firme, bordas elevadas com depressão central, recoberta com crosta. Relata que a lesão é de crescimento lento, com cerca de dois anos de evolução. Nega prurido e dor no local. Em relação a esta lesão e ao diagnóstico mais provável, é CORRETO afirmar:
BCC: pápula rósea, bordas elevadas, depressão central, crosta, crescimento lento em área exposta ao sol. Margens profundas ↑ risco recidiva.
O Carcinoma Basocelular (BCC) é o câncer de pele mais comum, frequentemente em áreas expostas ao sol. Suas características clínicas típicas incluem pápulas ou nódulos perolados com telangiectasias, bordas elevadas e, por vezes, ulceração central. A invasão profunda das margens cirúrgicas é um fator de risco significativo para recidiva local.
O Carcinoma Basocelular (BCC) é o tipo de câncer de pele mais comum, representando cerca de 80% dos casos. Sua alta incidência está diretamente relacionada à exposição solar crônica, sendo mais prevalente em indivíduos de pele clara e em áreas do corpo expostas ao sol. Embora raramente metastatize, o BCC pode ser localmente invasivo e destrutivo, justificando a importância de seu diagnóstico e tratamento precoces. Clinicamente, o BCC apresenta-se de diversas formas, sendo a nodular a mais comum, caracterizada por uma pápula ou nódulo perolado com telangiectasias. A história de crescimento lento e a localização em áreas expostas ao sol são pistas diagnósticas importantes. O diagnóstico definitivo é histopatológico. A compreensão dos fatores de risco para recidiva, como o comprometimento das margens cirúrgicas em profundidade, é crucial para o planejamento terapêutico e acompanhamento. O tratamento primário do BCC é cirúrgico, visando a remoção completa da lesão com margens livres. A escolha da técnica depende do tipo histológico, localização, tamanho e características do paciente. A radioterapia é uma alternativa para pacientes inoperáveis ou como adjuvância. Residentes devem dominar o reconhecimento das lesões suspeitas, a indicação dos métodos diagnósticos e as opções terapêuticas para garantir o melhor desfecho para os pacientes.
O Carcinoma Basocelular (BCC) geralmente se apresenta como uma pápula ou nódulo perolado, translúcido, com telangiectasias, bordas elevadas e, por vezes, uma depressão central ou ulceração com crosta. É comum em áreas expostas ao sol, como face, pescoço e orelhas, e tem crescimento lento.
Fatores que aumentam o risco de recidiva local do BCC incluem margens cirúrgicas comprometidas (especialmente em profundidade), subtipos histológicos agressivos (esclerodermiforme, infiltrativo, micronodular), localização em áreas de alto risco (face central, periocular, perinasal, perioral, orelhas), tamanho da lesão (>2 cm) e imunossupressão do paciente.
O tratamento de escolha para a maioria dos Carcinomas Basocelulares é a ressecção cirúrgica com margens de segurança adequadas. Outras opções incluem cirurgia micrográfica de Mohs (para lesões de alto risco ou em áreas estéticas), curetagem e eletrodissecação, criocirurgia, radioterapia e terapias tópicas ou sistêmicas para casos selecionados.
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