MedEvo Simulado — Prova 2026
Uma paciente de 62 anos, pele clara (fototipo II de Fitzpatrick), comparece à consulta relatando o surgimento de uma pequena lesão no dorso do nariz há cerca de um ano. Ela relata que a lesão não dói, mas ocasionalmente apresenta pequenos sangramentos após o banho, seguidos pela formação de uma crosta fina que logo cai. A paciente nega antecedentes mórbidos relevantes, mas refere exposição solar intensa e sem proteção durante a juventude. Ao exame físico dermatológico, observa-se uma pápula de 0,6 cm, de aspecto perolado e brilhante, com a presença de finas telangiectasias em sua superfície e bordas levemente elevadas. Não há presença de linfonodos palpáveis em cadeias cervicais. Diante do quadro clínico apresentado, a principal hipótese diagnóstica é:
Pápula perolada + Telangiectasias + Sangramento ocasional = Carcinoma Basocelular.
O carcinoma basocelular é a neoplasia maligna mais comum, associada à exposição solar crônica, apresentando crescimento lento e baixíssimo potencial metastático.
O carcinoma basocelular (CBC) origina-se das células da camada basal da epiderme. É o câncer mais comum em humanos, fortemente relacionado à exposição solar intermitente e intensa, especialmente na infância e juventude. Pacientes de pele clara (fototipos I e II) são os mais afetados. O tratamento padrão é a excisão cirúrgica com margens de segurança, apresentando altas taxas de cura. Em áreas esteticamente sensíveis ou tumores recidivantes, a cirurgia micrográfica de Mohs é a técnica de escolha por permitir o controle total das margens preservando o tecido sadio.
O tipo nodular é a variante mais comum do carcinoma basocelular. Caracteriza-se por uma pápula ou nódulo de aspecto perolado (brilhante), com telangiectasias (vasos finos) na superfície. Pode apresentar ulceração central (ulcus rodens) e bordas elevadas. É mais frequente em áreas fotoexpostas, como face e pescoço.
Diferente do melanoma ou do carcinoma espinocelular, o carcinoma basocelular tem um potencial de metástase extremamente baixo (quase zero). No entanto, ele é localmente invasivo e pode causar destruição significativa de tecidos adjacentes, cartilagem e osso se não for tratado precocemente, especialmente em áreas críticas como o nariz e pálpebras.
Embora a inspeção clínica e a dermatoscopia sejam altamente sugestivas, o diagnóstico definitivo é histopatológico, realizado através de biópsia (incisional ou excisional). Na histologia, observam-se ninhos de células basaloides com paliçada periférica e fendas de retração entre o tumor e o estroma.
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