USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher de 62 anos, trabalhadora rural, procurou unidade básica de saúde queixando-se de lesão cutânea em nariz (figura), com crescimento progressivo nos últimos 6 meses.Baseado na principal hipótese diagnóstica, qual o tratamento mais indicado?
Lesão cutânea em face de trabalhador rural com crescimento progressivo → suspeita de câncer de pele → exérese cirúrgica com margens.
A história de trabalhadora rural com lesão em nariz de crescimento progressivo sugere fortemente um câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular ou espinocelular). A exérese cirúrgica com margens de segurança é o tratamento de escolha para a maioria desses tumores, visando a cura e a prevenção de recidivas.
O caso clínico descreve uma paciente de 62 anos, trabalhadora rural, com uma lesão cutânea no nariz de crescimento progressivo nos últimos 6 meses. Essa apresentação é altamente sugestiva de um câncer de pele não melanoma, sendo os mais comuns o Carcinoma Basocelular (CBC) e o Carcinoma Espinocelular (CEC). A exposição solar crônica é o principal fator de risco para esses tumores, o que é consistente com a ocupação da paciente. O Carcinoma Basocelular é o câncer de pele mais frequente, geralmente de crescimento lento e com baixo potencial metastático, mas pode ser localmente invasivo. O Carcinoma Espinocelular é o segundo mais comum, com maior potencial de metástase, especialmente em lesões maiores ou em pacientes imunossuprimidos. Ambos tendem a aparecer em áreas expostas ao sol, como o nariz. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia da lesão. Uma vez confirmada a hipótese diagnóstica de câncer de pele não melanoma, o tratamento mais indicado para a maioria dos casos localizados é a exérese cirúrgica com margens de segurança. Este procedimento visa remover completamente o tumor e uma pequena área de tecido saudável ao redor para garantir que todas as células cancerosas foram eliminadas, minimizando o risco de recidiva. Outras opções de tratamento, como terapia fotodinâmica, curetagem e eletrocoagulação ou radioterapia, podem ser consideradas em casos selecionados (tumores superficiais, pacientes com comorbidades que contraindiquem cirurgia, ou em áreas de difícil acesso), mas a exérese cirúrgica permanece o padrão-ouro para a maioria dos tumores primários, especialmente em locais como o nariz onde a estética e a função são importantes.
Os principais fatores incluem exposição crônica à radiação ultravioleta (sol), pele clara, histórico de queimaduras solares, idade avançada, imunossupressão e histórico familiar de câncer de pele.
A exérese cirúrgica permite a remoção completa do tumor e a análise histopatológica das margens, garantindo que todo o tecido canceroso foi removido e minimizando o risco de recidiva.
Lesões que crescem progressivamente, não cicatrizam, sangram facilmente, mudam de cor ou forma, ou apresentam bordas irregulares e assimetria devem levantar suspeita e ser avaliadas por um médico.
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