UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Um paciente 57 anos, tabagista, agricultor, caucasiano, chegou ao serviço de cirurgia de cabeça e pescoço, queixando-se de uma lesão de pele, de aproximadamente 1,5 cm em região de fronte, com margens bem definidas, exofítico, nodular de aspecto translúcido com pontos perolados e telangiectasias. O fator etiológico, provável tipo histológico e conduta mais adequada em pacientes com esse quadro clínico são, RESPECTIVAMENTE:
Lesão nodular translúcida, pontos perolados e telangiectasias em área exposta ao sol → Carcinoma Basocelular.
O carcinoma basocelular (CBC) é o câncer de pele mais comum, caracterizado por lesões com aspecto nodular, translúcido, com telangiectasias e bordas peroladas, frequentemente em áreas expostas ao sol. A exposição solar crônica é o principal fator etiológico, e a biópsia é essencial para o diagnóstico histopatológico.
O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais comum de câncer de pele não melanoma, representando cerca de 80% dos casos. Sua epidemiologia está fortemente ligada à exposição solar crônica, sendo mais prevalente em indivíduos de pele clara, idosos e aqueles com histórico de queimaduras solares. A importância clínica reside na sua alta incidência e na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para evitar crescimento local e destruição tecidual, embora raramente metastatize. A fisiopatologia do CBC envolve mutações em genes reguladores do ciclo celular, como o PTCH1, frequentemente induzidas pela radiação UV. Clinicamente, o CBC pode apresentar-se de diversas formas, mas a variante nodular, descrita na questão, é a mais comum, caracterizada por uma lesão nodular, translúcida, com telangiectasias e bordas peroladas. A suspeita diagnóstica é elevada em pacientes com fatores de risco e lesões com essas características em áreas fotoexpostas. O diagnóstico definitivo é histopatológico, obtido por biópsia (incisional ou excisional). O tratamento de escolha para a maioria dos CBCs é a excisão cirúrgica com margens de segurança. Outras opções incluem curetagem e eletrodissecação, criocirurgia, radioterapia, terapia fotodinâmica e, em casos avançados, medicações sistêmicas. O prognóstico é excelente com tratamento adequado, mas o acompanhamento é essencial devido ao risco de novas lesões.
O carcinoma basocelular classicamente se apresenta como uma pápula ou nódulo translúcido, com brilho perolado, telangiectasias (vasos sanguíneos dilatados) na superfície e, por vezes, uma ulceração central. Pode ter margens elevadas e bem definidas, e é mais comum em áreas expostas ao sol.
O principal fator etiológico é a exposição crônica e intermitente à radiação ultravioleta (UV) do sol. Indivíduos de pele clara (fototipos I e II), com histórico de queimaduras solares e que trabalham ao ar livre, como agricultores, têm maior risco.
A biópsia é fundamental para confirmar o diagnóstico de carcinoma basocelular, determinar o subtipo histológico e avaliar a profundidade da lesão. Isso é crucial para planejar o tratamento adequado, que geralmente é a excisão cirúrgica com margens de segurança, mas pode incluir outras modalidades dependendo do caso.
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