UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
O pior prognóstico para tumores da tireoide é o seguinte:
Pior prognóstico em câncer de tireoide = Carcinoma Anaplásico (independente de idade/sexo, mas pior em >60a, com invasão local).
O carcinoma anaplásico de tireoide é o tipo mais agressivo e com pior prognóstico, caracterizado por rápido crescimento, invasão local extensa e alta taxa de metástases. A idade avançada (>60 anos) e a extensão local da doença são fatores adicionais que agravam o prognóstico.
O câncer de tireoide é o câncer endócrino mais comum, e a maioria dos casos apresenta um excelente prognóstico, especialmente os carcinomas diferenciados (papilífero e folicular). No entanto, o prognóstico varia amplamente dependendo de diversos fatores, como tipo histológico, idade do paciente, tamanho do tumor, invasão extratireoidiana e presença de metástases. Entre os tipos histológicos, o carcinoma anaplásico de tireoide (CAT) é, sem dúvida, o de pior prognóstico. Representa uma pequena porcentagem dos cânceres de tireoide, mas é extremamente agressivo, com sobrevida média de poucos meses. Caracteriza-se por crescimento rápido, invasão local maciça e metástases precoces, sendo frequentemente refratário à quimioterapia e radioterapia. Outros fatores que contribuem para um prognóstico desfavorável incluem idade avançada (geralmente acima de 60 anos), invasão extratireoidiana (extensão do tumor para estruturas adjacentes como traqueia, esôfago, nervo laríngeo recorrente), metástases à distância e, em alguns casos, o subtipo de carcinoma folicular de células de Hurthle, que pode ser mais agressivo que o folicular clássico. A combinação de idade avançada, invasão local e histologia anaplásica, como na alternativa B, representa o cenário de pior prognóstico.
O carcinoma anaplásico de tireoide é o tipo histológico com o pior prognóstico. É uma neoplasia altamente agressiva, de crescimento rápido, com alta taxa de invasão local e metástases à distância, e geralmente refratário às terapias convencionais.
Além do tipo histológico anaplásico, outros fatores de mau prognóstico incluem idade avançada (geralmente >55-60 anos), tamanho tumoral >4 cm, invasão extratireoidiana, metástases à distância e ausência de captação de iodo radioativo.
A idade é um fator prognóstico crucial. Em carcinomas diferenciados (papilífero e folicular), pacientes mais jovens (<55 anos) geralmente têm um prognóstico excelente, mesmo com metástases linfonodais. Pacientes mais velhos (>55-60 anos) têm um prognóstico pior, com maior risco de recorrência e mortalidade.
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