UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
Paciente de 68 anos, refere aparecimento de nódulo de tireoide há cerca de 15 anos com crescimento muito lento. Refere que nos últimos 3 meses a região cervical anterior vem aumentando muito de tamanho e se tornando muito endurecida. Refere também quadro de dispneia progressiva. Nega história familiar de câncer de tireoide. Moradora de Jacaraípe, costuma se alimentar de peixes e mariscos com frequência. Ao exame palpamos aumento difuso da glândula tireoide com consistência pétrea e não conseguimos identificar bem a traqueia. O médico suspeitou de uma neoplasia maligna da glândula tireoide. Dentre as possibilidades, qual a neoplasia maligna mais provável?
Nódulo tireoidiano em idoso com crescimento rápido, consistência pétrea e sintomas compressivos → Carcinoma anaplásico.
O carcinoma anaplásico de tireoide é uma neoplasia altamente agressiva, mais comum em idosos, caracterizada por crescimento extremamente rápido, consistência pétrea e sintomas compressivos como dispneia e disfagia, com prognóstico reservado.
O carcinoma anaplásico de tireoide (CAT) é uma das neoplasias humanas mais agressivas, representando menos de 2% de todos os cânceres de tireoide, mas sendo responsável por uma parcela desproporcionalmente alta das mortes relacionadas à doença. É mais comum em idosos, com pico de incidência na sétima e oitava décadas de vida, e frequentemente surge da desdiferenciação de um carcinoma papilífero ou folicular preexistente, explicando a história de um nódulo de crescimento lento por anos seguido de uma fase de crescimento explosivo. Clinicamente, o CAT apresenta-se com um rápido aumento de volume na região cervical anterior, resultando em uma massa pétrea e fixa, que invade estruturas adjacentes. Os sintomas compressivos são proeminentes e incluem dispneia, disfagia, rouquidão (por invasão do nervo laríngeo recorrente) e dor. Metástases à distância são comuns ao diagnóstico, especialmente para pulmões e ossos. O diagnóstico é confirmado por biópsia, que revela células altamente indiferenciadas. Devido à sua agressividade e resistência aos tratamentos convencionais (cirurgia, iodo radioativo, quimioterapia e radioterapia), o prognóstico do CAT é extremamente reservado, com sobrevida média de apenas 3 a 6 meses. O tratamento é paliativo na maioria dos casos, visando aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, embora novas terapias-alvo estejam sendo exploradas para subtipos específicos.
As características incluem idade avançada, crescimento rápido e doloroso de uma massa cervical, consistência pétrea da tireoide, fixação aos tecidos adjacentes e sintomas compressivos como dispneia, disfagia e rouquidão.
O carcinoma anaplásico de tireoide tem um prognóstico muito ruim, com sobrevida média de poucos meses após o diagnóstico, devido à sua alta agressividade, rápida progressão e resistência aos tratamentos convencionais.
Diferencia-se pela sua agressividade extrema, crescimento acelerado, indiferenciação celular e resistência a terapias como iodo radioativo, ao contrário dos carcinomas papilífero e folicular, que são mais indolentes e têm melhor prognóstico.
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