HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Câncer de tireóide que representa menos de 1% das doenças malignas dessa glândula. É a forma mais agressiva do câncer de tireóide. A apresentação característica ocorre em um paciente mais idoso que se queixa de disfagia, sensibilidade cervical e uma massa dolorosa de crescimento rápido no pescoço, é
Câncer Anaplásico da Tireoide: <1% dos casos, mais agressivo, idoso, massa cervical dolorosa de crescimento rápido + disfagia.
O carcinoma anaplásico da tireoide é o tipo mais agressivo de câncer de tireoide, caracterizado por crescimento extremamente rápido e invasão local. A apresentação clássica em pacientes idosos com uma massa cervical dolorosa, associada a sintomas compressivos como disfagia e dispneia, é um forte indicativo dessa neoplasia de prognóstico sombrio.
O carcinoma anaplásico da tireoide (CAT) é uma neoplasia maligna rara, mas extremamente agressiva, que representa um desafio diagnóstico e terapêutico na prática médica. Embora corresponda a menos de 1% dos cânceres de tireoide, é responsável por uma parcela significativa da mortalidade associada a essas neoplasias. É fundamental que residentes de cirurgia, endocrinologia e oncologia estejam aptos a reconhecer seus sinais característicos para um manejo rápido, ainda que paliativo. A fisiopatologia do CAT envolve a desdiferenciação de carcinomas papilíferos ou foliculares preexistentes, ou o surgimento de novo. Clinicamente, manifesta-se em pacientes idosos com uma massa cervical de crescimento explosivo, dolorosa, que rapidamente invade estruturas adjacentes, causando sintomas compressivos como disfagia (dificuldade para engolir), dispneia (dificuldade para respirar) e rouquidão (por invasão do nervo laríngeo recorrente). O diagnóstico é confirmado por biópsia, que revela células altamente pleomórficas e anaplásicas. Devido à sua agressividade e alta taxa de metástase à distância, o prognóstico do CAT é sombrio, com sobrevida média de 3 a 6 meses. O tratamento é complexo e individualizado, frequentemente multimodal, envolvendo cirurgia (se possível), radioterapia, quimioterapia e, mais recentemente, terapias-alvo para mutações específicas (como BRAF V600E). O foco principal é o controle local da doença, alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente.
O carcinoma anaplásico se distingue pelo crescimento extremamente rápido de uma massa cervical, dor local, invasão de estruturas adjacentes (causando disfagia, dispneia, rouquidão) e ocorrência predominante em pacientes idosos. É o tipo mais agressivo, com prognóstico muito reservado, diferentemente dos carcinomas papilífero e folicular, que são mais indolentes.
O câncer anaplásico da tireoide é raro, representando menos de 1% de todas as neoplasias malignas da tireoide. No entanto, é responsável por uma proporção desproporcionalmente alta das mortes relacionadas ao câncer de tireoide devido à sua agressividade e resistência aos tratamentos convencionais. Afeta principalmente indivíduos com mais de 60 anos.
O prognóstico do carcinoma anaplásico é muito ruim, com sobrevida média de poucos meses. O tratamento é desafiador e geralmente envolve uma abordagem multimodal, incluindo cirurgia (se ressecável), radioterapia, quimioterapia e terapias-alvo, como inibidores de BRAF, em casos selecionados. O objetivo principal é o controle local da doença e a melhora da qualidade de vida.
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