FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Paciente 76 anos, queixando-se de dor em região cervical anterior, de início há 2 meses, associado a abaulamento local e aparecimento de tumoração palpável e dolorosa na mesma região. Realizado biópsia da lesão com laudo histopatológico de neoplasia maligna mais grave e agressiva de tireóide. Trata-se de:
Carcinoma anaplásico de tireoide → neoplasia mais agressiva, crescimento rápido, mau prognóstico.
O carcinoma anaplásico de tireoide é a forma mais agressiva de câncer de tireoide, caracterizado por crescimento rápido, invasão local e metástases precoces, resultando em um prognóstico sombrio. A apresentação clínica com dor e massa cervical de rápido crescimento é típica.
O carcinoma anaplásico de tireoide (CAT) é uma forma rara, mas extremamente agressiva, de câncer de tireoide, representando menos de 2% de todos os cânceres tireoidianos. Sua importância clínica reside na sua letalidade, com uma sobrevida média de apenas 3 a 6 meses, tornando-o um desafio terapêutico significativo para residentes e profissionais. Fisiopatologicamente, o CAT é caracterizado por uma desdiferenciação completa das células tireoidianas, perdendo as características dos carcinomas papilíferos ou foliculares. Clinicamente, manifesta-se como uma massa cervical de rápido crescimento, frequentemente dolorosa, em pacientes idosos, com sintomas compressivos como disfagia, dispneia e rouquidão. O diagnóstico é feito por biópsia, que revela células pleomórficas e atípicas. O tratamento do CAT é complexo e geralmente paliativo, devido à sua agressividade e resistência às terapias convencionais. A cirurgia raramente é curativa, sendo indicada apenas em casos selecionados de doença ressecável. Radioterapia e quimioterapia podem ser usadas para controle local e sistêmico, mas com resultados limitados. O prognóstico é invariavelmente desfavorável, e o foco principal é o manejo dos sintomas e a qualidade de vida.
Os sinais de alerta incluem uma massa cervical de crescimento rápido, geralmente dolorosa, associada a sintomas compressivos como disfagia, dispneia e rouquidão, em pacientes idosos.
É considerado o mais agressivo devido à sua alta taxa de proliferação celular, diferenciação pobre, invasão local extensa e propensão a metástases à distância, resultando em sobrevida média de poucos meses.
O diagnóstico é confirmado por biópsia da lesão, que revela células altamente anaplásicas e indiferenciadas, com características histopatológicas de malignidade extrema.
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