ENARE/ENAMED — Prova 2025
No ambulatório, dá entrada uma mulher de 26 anos que se apresenta com sinais de masculinização, incluindo aumento de pelos faciais, voz mais grave e aumento da massa muscular. Exames laboratoriais revelam níveis elevados de testosterona e DHEA-S (dehidroepiandrosterona). Diante desse quadro clínico, a hipótese diagnóstica principal é:
Virilização rápida + DHEA-S muito elevado (> 700 mcg/dL) → Suspeitar de Carcinoma Adrenocortical.
O carcinoma adrenocortical é uma neoplasia agressiva; a produção excessiva de precursores androgênicos (DHEA-S) é um marcador clássico de origem adrenal maligna em quadros de virilização aguda.
O carcinoma adrenocortical (CAC) é raro, mas deve ser sempre excluído em casos de hiperandrogenismo grave. A avaliação laboratorial inicial inclui testosterona total e DHEA-S. Se confirmada a origem adrenal, o próximo passo é a imagem (TC ou RM de abdome) para estadiamento e planejamento cirúrgico, que é o único tratamento curativo.
A SOP geralmente causa hirsutismo de progressão lenta desde a puberdade. Tumores adrenais, especialmente o carcinoma, causam virilização rápida (meses), voz grave, clitoromegalia e níveis de testosterona e DHEA-S significativamente mais elevados.
O sulfato de deidroepiandrosterona (DHEA-S) é produzido quase exclusivamente pela zona reticular da glândula adrenal. Níveis muito elevados (> 700-800 mcg/dL) são altamente sugestivos de patologia adrenal, diferenciando-a de causas ovarianas.
Sim, frequentemente são tumores mistos. Além de andrógenos, podem secretar cortisol em excesso, levando a uma Síndrome de Cushing de instalação rápida associada à virilização, o que reforça a suspeita de malignidade.
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