ENARE/ENAMED — Prova 2023
Dona Elisa, 50 anos, portadora de transtorno bipolar, retornou para consulta na UBS com exames laboratoriais relacionados à tireoide alterados após iniciar uso de medicamento. Nesse caso, o médico da família deve então reavaliar o uso de
Lítio é causa comum de disfunção tireoidiana (hipotireoidismo) em pacientes com transtorno bipolar.
O carbonato de lítio, um estabilizador de humor amplamente utilizado no transtorno bipolar, é conhecido por causar disfunção tireoidiana, principalmente hipotireoidismo. Pacientes em uso de lítio devem ter a função tireoidiana monitorada regularmente.
O carbonato de lítio é um medicamento fundamental no tratamento do transtorno bipolar, eficaz na estabilização do humor e na prevenção de episódios maníacos e depressivos. No entanto, seu uso prolongado está associado a uma série de efeitos adversos, sendo a disfunção tireoidiana uma das mais importantes e frequentemente encontradas na prática clínica. O lítio interfere no metabolismo da tireoide de diversas maneiras, incluindo a inibição da síntese e liberação de hormônios tireoidianos, o que pode levar ao hipotireoidismo. Além disso, pode induzir o desenvolvimento de bócio e, em casos mais raros, hipertireoidismo. Dada a prevalência dessas alterações, o monitoramento regular da função tireoidiana (TSH e T4 livre) é mandatório para todos os pacientes em uso de lítio. A identificação precoce da disfunção tireoidiana permite o tratamento adequado, geralmente com reposição de levotiroxina, o que evita a interrupção desnecessária do lítio e melhora a qualidade de vida do paciente. É crucial que o médico da família e o residente estejam cientes dessa interação medicamentosa para garantir um manejo seguro e eficaz do transtorno bipolar.
O carbonato de lítio pode inibir a síntese e liberação de hormônios tireoidianos, resultando mais comumente em hipotireoidismo. Também pode causar bócio e, menos frequentemente, hipertireoidismo.
Recomenda-se monitorar a função tireoidiana (TSH e T4 livre) antes do início do tratamento com lítio e, posteriormente, a cada 6 a 12 meses, ou sempre que houver suspeita clínica de disfunção.
O hipotireoidismo induzido por lítio é tratado com reposição de levotiroxina, geralmente sem a necessidade de descontinuar o lítio, a menos que a disfunção seja grave ou refratária ao tratamento.
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