UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Paciente do sexo masculino, de 46 anos, é atendido em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e tem um diagnóstico de transtorno de humor bipolar tipo I. Por isso, vem em uso, há vários anos, de carbonato de lítio, com ótima resposta estabilizadora do humor. Sobre o lítio, é INCORRETO afirmar que:
Lítio é excretado via renal; monitorar função tireoidiana e renal é crucial.
O lítio é um estabilizador de humor eficaz para transtorno bipolar, mas sua excreção é primariamente renal, não hepática. Isso exige monitoramento rigoroso da função renal e dos níveis séricos do fármaco, além da função tireoidiana devido ao risco de hipotireoidismo.
O carbonato de lítio é um dos estabilizadores de humor mais antigos e eficazes, sendo a primeira linha para o tratamento do transtorno bipolar tipo I, especialmente na prevenção de episódios de mania e depressão. Seu uso é fundamental na prática psiquiátrica, mas exige conhecimento aprofundado de sua farmacologia para garantir segurança e eficácia. A farmacocinética do lítio é peculiar, pois ele não é metabolizado e é quase totalmente excretado pelos rins. Isso significa que qualquer alteração na função renal pode impactar significativamente seus níveis séricos, aumentando o risco de toxicidade. Além disso, o lítio pode causar hipotireoidismo e diabetes insipidus nefrogênico, exigindo monitoramento regular da função tireoidiana (TSH) e renal. Apesar de sua eficácia, o lítio possui uma janela terapêutica estreita, o que torna o monitoramento dos níveis séricos essencial. A dosagem deve ser ajustada individualmente, considerando a idade do paciente, função renal e interações medicamentosas. Em idosos, a dose inicial deve ser menor devido à diminuição da função renal relacionada à idade.
Os principais efeitos adversos do lítio incluem disfunção renal (diabetes insipidus nefrogênico), hipotireoidismo, tremores, ganho de peso e toxicidade neurológica em níveis elevados.
A função tireoidiana, especialmente o TSH, deve ser monitorada a cada 6 a 12 meses em pacientes em uso crônico de lítio devido ao risco de hipotireoidismo induzido pelo fármaco.
O lítio é excretado primariamente pelos rins. Em pacientes com insuficiência renal grave, há um risco aumentado de acúmulo do fármaco e toxicidade, tornando sua prescrição perigosa.
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