Nódulo de Tireoide: Sinais de Malignidade no Ultrassom

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 35 anos refere aparecimento de um nódulo em região cervical anterior. Exame físico: nódulo de 2,0 cm em topografia de lobo direito da tireoide. Exames: TSH e T4 livre dentro dos limites de normalidade. US de tireoide: nódulo altamente suspeito de malignidade segundo os critérios do ACR TI-RADS (American College of Radiology).Em face do exposto, é correto afirmar que se trata de nódulo

Alternativas

  1. A) sólido, hiperecoico, mais largo do que alto, margem regular e com presença de macrocalcificações.
  2. B) sólido-cístico, com conteúdo sólido isoecoico, mais alto do que largo, com margens regulares e sem focos ecogênicos no seu interior.
  3. C) sólido, hipoecoico, mais alto do que largo, com margens irregulares e presença de focos ecogênicos puntiformes no seu interior.
  4. D) sólido, hiperecoico, mais largo do que alto, com margens irregulares e sem focos ecogênicos no seu interior.

Pérola Clínica

Nódulo tireoidiano sólido, hipoecoico, mais alto que largo, com margens irregulares e microcalcificações → Alta suspeita de malignidade (ACR TI-RADS 5).

Resumo-Chave

A classificação ACR TI-RADS estratifica o risco de malignidade de nódulos tireoidianos com base em cinco características ultrassonográficas. A combinação de achados como hipoecogenicidade, formato 'taller-than-wide' e microcalcificações eleva a pontuação, indicando necessidade de PAAF.

Contexto Educacional

A avaliação de nódulos tireoidianos é uma prática comum, e o ultrassom é a principal ferramenta de imagem. O sistema de classificação ACR TI-RADS (Thyroid Imaging, Reporting and Data System) foi criado para padronizar a descrição dos nódulos e estratificar o risco de malignidade, orientando a decisão de realizar ou não a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). O sistema atribui pontos para cinco categorias de características suspeitas: composição (cístico, espongiforme, misto ou sólido), ecogenicidade (anecoico, hiperecoico, isoecoico ou hipoecoico), forma (mais largo que alto ou mais alto que largo), margens (lisas, mal definidas, lobuladas ou extratireoidianas) e focos ecogênicos (ausentes, artefatos em cauda de cometa, macrocalcificações, calcificações periféricas ou focos ecogênicos puntiformes). A soma dos pontos resulta em uma categoria de TR1 (benigno) a TR5 (altamente suspeito). Um nódulo classificado como TR5, como o descrito na questão, combina as características de maior risco: ser sólido, marcadamente hipoecoico, mais alto do que largo, com margens irregulares e microcalcificações. Esses achados aumentam significativamente a probabilidade de se tratar de um carcinoma, principalmente o papilífero, tornando a PAAF mandatória para confirmação citológica e planejamento terapêutico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de malignidade em um nódulo de tireoide no ultrassom?

Os principais sinais de alta suspeita (ACR TI-RADS 5) incluem composição sólida, hipoecogenicidade acentuada, formato mais alto do que largo ('taller-than-wide'), margens irregulares ou espiculadas e a presença de microcalcificações (focos ecogênicos puntiformes).

Quando a PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) é indicada em um nódulo de tireoide?

A indicação de PAAF depende da classificação TI-RADS e do tamanho do nódulo. Para nódulos TR5 (altamente suspeitos), a PAAF é recomendada para nódulos ≥ 1 cm. Para TR4 (moderadamente suspeitos), ≥ 1.5 cm, e para TR3 (levemente suspeitos), ≥ 2.5 cm.

Como diferenciar microcalcificações de outros focos ecogênicos na tireoide?

Microcalcificações são focos ecogênicos puntiformes, sem sombra acústica posterior, associados ao carcinoma papilífero. Devem ser diferenciadas de macrocalcificações (maiores, com sombra acústica) e artefatos de coloide (com artefato em cauda de cometa).

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