Captação Multiorgânica: Sequência e Isquemia Fria

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2016

Enunciado

Na captação multiorgânica, a sequência da retirada dos órgãos tem relação direta com o tempo máximo de isquemia fria de cada um deles. Qual a sequência correta da retirada dos órgãos?

Alternativas

  1. A) Pulmão, coração, fígado, pâncreas e rins. 
  2. B) Pulmão, coração, fígado, rins e pâncreas.
  3. C) Coração, pulmão, fígado, pâncreas e rins. 
  4. D) Coração, pulmão, pâncreas, fígado e rins. 

Pérola Clínica

Sequência de retirada de órgãos (menor → maior isquemia fria): Coração, Pulmão, Fígado, Pâncreas, Rins.

Resumo-Chave

A sequência de retirada dos órgãos em uma captação multiorgânica é determinada pelo tempo máximo de isquemia fria que cada órgão pode suportar. Órgãos mais sensíveis à isquemia, como coração e pulmão, são retirados primeiro, seguidos por fígado, pâncreas e, por último, os rins, que são mais tolerantes.

Contexto Educacional

A captação multiorgânica é um procedimento complexo e altamente coordenado, fundamental para o sucesso dos transplantes. A viabilidade dos órgãos a serem transplantados depende criticamente do tempo de isquemia fria, que é o período em que o órgão permanece sem suprimento sanguíneo e em hipotermia, desde sua retirada do doador até a revascularização no receptor. Cada órgão possui uma tolerância diferente a esse período, o que dita a sequência de sua retirada. A sequência correta de retirada dos órgãos, priorizando aqueles com menor tolerância à isquemia, é: Coração, Pulmão, Fígado, Pâncreas e, por último, os Rins. O coração e o pulmão são extremamente sensíveis à isquemia, com tempos máximos de isquemia fria que variam de 4 a 8 horas. O fígado e o pâncreas têm uma tolerância intermediária, geralmente entre 8 e 18 horas. Os rins são os mais tolerantes, podendo suportar tempos de isquemia fria de até 24-36 horas. Para residentes que atuam em áreas como cirurgia, terapia intensiva ou nefrologia, compreender a logística e os princípios da captação multiorgânica é vital. O conhecimento dos tempos de isquemia e da sequência de retirada não apenas é relevante para provas, mas também para a prática clínica, garantindo a máxima preservação dos órgãos e, consequentemente, as melhores chances de sucesso para os pacientes receptores. A coordenação entre as equipes é essencial para otimizar cada etapa do processo.

Perguntas Frequentes

O que é tempo de isquemia fria na captação de órgãos?

O tempo de isquemia fria é o período desde o clampeamento da aorta do doador (início da perfusão com solução de preservação e resfriamento) até a revascularização do órgão no receptor. É crucial para a viabilidade do órgão.

Por que o coração e o pulmão são retirados primeiro?

Coração e pulmão são os órgãos mais sensíveis à isquemia fria, com tempos máximos de aproximadamente 4-6 horas para o coração e 4-8 horas para o pulmão. Por isso, são priorizados na sequência de retirada para maximizar sua viabilidade.

Quais são os tempos de isquemia fria aproximados para os principais órgãos?

Coração: 4-6h; Pulmão: 4-8h; Fígado: 8-12h; Pâncreas: 12-18h; Rins: 24-36h. Esses tempos guiam a logística da captação e do transplante.

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