CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Constitui complicação de capsulotomia com YAG laser:
YAG laser capsulotomia → ↑ Risco de rotura e descolamento de retina por choque vítreo.
A capsulotomia posterior com YAG laser, embora segura, pode causar deslocamento vítreo anterior, aumentando a tração vitreorretiniana e o risco de roturas periféricas.
A capsulotomia posterior com Nd:YAG laser é o tratamento padrão para a opacificação da cápsula posterior (OCP) pós-facoemulsificação. Apesar de sua alta eficácia e natureza não invasiva, a energia liberada pela fotodisrupção não é isenta de efeitos colaterais. A onda de choque hidrodinâmica gerada no vítreo anterior é o principal mecanismo por trás das complicações retinianas. Estudos mostram que a incidência de descolamento de retina após capsulotomia YAG varia de 0,5% a 2%, sendo significativamente maior em olhos com comprimento axial elevado. Além disso, o aumento da PIO nas primeiras horas após o procedimento é comum devido à obstrução do trabeculado por debris capsulares e proteínas inflamatórias, exigindo monitoramento e, por vezes, profilaxia com hipotensores oculares tópicos (ex: brimonidina ou apraclonidina).
O YAG laser utiliza o princípio da fotodisrupção, criando uma onda de choque mecânica para romper a cápsula posterior. Essa energia pode causar a liquefação do vítreo e o deslocamento do corpo vítreo para frente (em direção à abertura capsular). Esse movimento súbito aumenta a tração nas áreas de aderência vitreorretiniana periférica, podendo resultar em roturas e subsequente descolamento de retina.
As complicações incluem elevação transitória da pressão intraocular (PIO), inflamação anterior (uveíte leve), 'pitting' (marcas) na lente intraocular, edema macular cistoide (síndrome de Irvine-Gass) e, mais gravemente, roturas ou descolamento de retina. O risco de descolamento de retina é maior em pacientes míopes altos ou com degenerações periféricas prévias.
É fundamental realizar um exame de mapeamento de retina detalhado antes do procedimento para identificar e tratar roturas pré-existentes. Após o laser, o paciente deve ser orientado sobre sintomas de alerta (flashes e moscas volantes) e submetido a nova avaliação da periferia retiniana se houver suspeita de tração aumentada.
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