SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Mulher de 55 anos de idade vem apresentando dor de intensidade progressiva no ombro esquerdo há um mês. O histórico médico é significativo para obesidade e diabete tipo 2. Não há febre nem histórico de problemas em coluna cervical ou ombros. Ao exame físico: ombro direito normal; há dor intensa difusamente ao redor do ombro esquerdo à movimentação, associada à redução passiva e ativa dos movimentos em todos os planos; a força e a sensibilidade de ambos os braços são normais. Radiografias simples do ombro esquerdo são normais. Além de analgésico e anti-inflamatório, a próxima conduta recomendada é
Dor + rigidez progressiva ombro (ativa/passiva) + RX normal + DM2 = Capsulite adesiva → Fisioterapia.
O quadro clínico de dor progressiva e limitação de movimentos ativos e passivos em todas as direções, com radiografias normais, é altamente sugestivo de capsulite adesiva, especialmente em pacientes com diabetes. A fisioterapia é a base do tratamento.
A capsulite adesiva, ou "ombro congelado", é uma condição caracterizada por dor e rigidez progressiva do ombro, resultando em perda significativa da amplitude de movimento ativa e passiva. É mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos e tem forte associação com diabetes mellitus e hipotireoidismo. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de dor e limitação de movimento, e no exame físico que revela restrição global da mobilidade do ombro. Radiografias simples são geralmente normais e servem para excluir outras patologias. A fisiopatologia envolve inflamação e fibrose da cápsula articular glenoumeral. O tratamento inicial é conservador e foca no controle da dor e na restauração da mobilidade. A fisioterapia, com exercícios de alongamento e mobilização, é a pedra angular. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados para alívio sintomático. Injeções de corticoides podem ser consideradas em fases mais dolorosas, mas a fisioterapia é essencial para o ganho de movimento a longo prazo.
Os principais sinais são dor progressiva no ombro e perda gradual da amplitude de movimento, tanto ativa quanto passiva, em todas as direções (rotação externa, abdução e rotação interna).
A fisioterapia, com exercícios de alongamento e fortalecimento, é fundamental para restaurar a amplitude de movimento e reduzir a dor, sendo a base do tratamento conservador na maioria dos casos.
Diabetes mellitus (tipo 1 e 2), hipotireoidismo, doenças cardíacas, doença de Parkinson, trauma no ombro e cirurgias prévias no ombro são fatores de risco conhecidos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo