CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
É correto afirmar que:
Cápsula de Tenon funde-se à conjuntiva e episclera na região do limbo (1-2mm da córnea).
A cápsula de Tenon é uma membrana fibroelástica que envolve o globo ocular, sendo essencial para a estabilidade e proteção, com adesão firme no limbo.
A anatomia da parede ocular externa é fundamental para a compreensão de patologias inflamatórias e técnicas cirúrgicas. A esclera, a camada fibrosa externa, é dividida em três camadas: episclera (vascularizada e superficial), estroma escleral (denso e avascular) e lâmina fusca (interna, em contato com a coróide). Ela é perfurada pelos nervos ciliares e vasos sanguíneos (vasos ciliares anteriores e veias vorticosas). A cápsula de Tenon atua como uma fáscia que organiza o conteúdo orbital. Em procedimentos como a trabeculectomia, a manipulação da Tenon é crítica, pois sua espessura e reatividade podem influenciar a formação da bolha filtrante e o sucesso da cirurgia. A ausência de vasos linfáticos na esclera e na episclera é uma característica anatômica importante, contrastando com a conjuntiva, que possui uma rede linfática rica.
A cápsula de Tenon, também conhecida como fáscia bulbi, é uma membrana de tecido conjuntivo fibroelástico que envolve o globo ocular desde o nervo óptico até o limbo esclerocorneano. Sua principal função é separar o globo ocular da gordura orbital, criando um espaço (espaço de Tenon) que permite o movimento suave do olho. Ela também serve como uma barreira protetora e fornece suporte para os músculos extraoculares, que a perfuram para se inserirem na esclera. Cirurgicamente, é uma estrutura vital em procedimentos de glaucoma e estrabismo.
A aderência da cápsula de Tenon varia ao longo do globo ocular. Na região posterior, ela é mais frouxa, facilitando a movimentação ocular. No entanto, à medida que se aproxima da porção anterior, especificamente na região do limbo (cerca de 1 a 2 mm da junção esclerocorneana), a cápsula de Tenon torna-se firmemente aderida tanto à conjuntiva bulbar sobrejacente quanto à episclera subjacente. Essa fusão anatômica é um ponto de referência cirúrgico crucial, pois define o limite anterior da dissecção em cirurgias de superfície ocular.
A esclera é composta predominantemente por colágeno, sendo o tipo I o mais abundante (cerca de 90%), seguido pelos tipos III, IV, V e VI em menores proporções. Além do colágeno, contém proteoglicanos e fibras elásticas. Diferente da córnea, as fibras de colágeno na esclera possuem diâmetros variados e são organizadas de forma irregular e entrelaçada, o que confere a opacidade característica e a resistência mecânica necessária para manter a forma do olho e suportar a pressão intraocular. A esclera é relativamente avascular, recebendo nutrição principalmente da episclera e da coróide.
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