Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Durante as cirurgias que envolvem o abdome superior, alguns volumes da fisiologia pulmonar são alterados. Sobre a fisiologia pulmonar durante tais procedimentos, é correto afirmar que
Cirurgia abdominal alta → ↓ Capacidade Vital e Capacidade Residual Funcional, ↑ risco atelectasia.
Cirurgias abdominais superiores causam alterações significativas na fisiologia pulmonar devido à dor, disfunção diafragmática e uso de anestésicos. A Capacidade Vital (CV) e a Capacidade Residual Funcional (CRF) são os volumes pulmonares mais afetados, com quedas importantes que aumentam o risco de atelectasias e complicações respiratórias pós-operatórias.
As cirurgias que envolvem o abdome superior frequentemente resultam em alterações significativas na fisiologia pulmonar, com impacto direto na função respiratória do paciente no período pós-operatório. Essas modificações são multifatoriais, envolvendo a dor incisional, que limita a expansão torácica e a movimentação diafragmática, a disfunção diafragmática induzida por reflexos e pela manipulação cirúrgica, e os efeitos residuais de anestésicos e analgésicos. Entre os volumes e capacidades pulmonares, a Capacidade Vital (CV) e a Capacidade Residual Funcional (CRF) são os mais afetados. A CV, que representa o volume máximo de ar que pode ser exalado após uma inspiração máxima, pode cair drasticamente (até 50-70% do valor pré-operatório) devido à dor e à restrição da parede torácica. A CRF, volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração normal, também diminui, predispondo à formação de atelectasias, especialmente nas bases pulmonares. É crucial para residentes compreenderem essas alterações para implementar estratégias de prevenção e manejo de complicações pulmonares pós-operatórias, como a analgesia adequada, mobilização precoce, fisioterapia respiratória e incentivo à tosse e respiração profunda. A recuperação completa dos volumes pulmonares pode levar dias a semanas, e o monitoramento contínuo é essencial para evitar desfechos adversos.
A Capacidade Vital (CV) e a Capacidade Residual Funcional (CRF) são os volumes mais significativamente reduzidos após cirurgias abdominais superiores.
A dor incisional, a disfunção diafragmática (reflexo inibitório), a imobilidade e os efeitos residuais de anestésicos e analgésicos opioides contribuem para a redução da capacidade de realizar uma inspiração e expiração máximas.
As complicações mais comuns incluem atelectasias (devido à redução da CRF e ventilação), pneumonia, broncoespasmo e insuficiência respiratória, sendo a atelectasia a mais frequente.
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