HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
A capacidade residual funcional está aumentada no (a):
Idoso → ↑ Capacidade Residual Funcional (CRF) devido à perda de elasticidade pulmonar.
A Capacidade Residual Funcional (CRF) tende a aumentar com o envelhecimento devido à perda de elasticidade do parênquima pulmonar e à rigidez da caixa torácica, o que leva a um aumento do volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração normal.
A Capacidade Residual Funcional (CRF) é o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração normal e tranquila. Ela é composta pelo Volume de Reserva Expiratório (VRE) e Volume Residual (VR). No processo natural de envelhecimento, a CRF tende a aumentar, sendo uma alteração fisiológica importante na geriatria e pneumologia. O aumento da CRF em idosos é atribuído principalmente à perda progressiva da elasticidade do parênquima pulmonar e ao aumento da complacência pulmonar, juntamente com uma maior rigidez da caixa torácica. Isso resulta em um ponto de equilíbrio entre as forças elásticas do pulmão e da parede torácica que se desloca para um volume maior, levando ao aprisionamento de ar. Para residentes, é crucial compreender que esse aumento da CRF não indica uma melhora da função pulmonar, mas sim uma adaptação às mudanças estruturais. Clinicamente, pode estar associado a uma menor eficiência da troca gasosa, maior trabalho respiratório e menor reserva funcional, impactando a tolerância ao exercício e a resposta a doenças respiratórias agudas, como pneumonia ou exacerbações de DPOC.
A CRF aumenta no idoso principalmente devido à perda de elasticidade do parênquima pulmonar e ao aumento da complacência pulmonar, resultando em um maior volume de ar aprisionado nos pulmões após uma expiração tranquila.
O aumento da CRF pode levar a uma ventilação menos eficiente, com maior espaço morto e piora da relação ventilação/perfusão, contribuindo para a diminuição da capacidade de exercício e maior risco de hipoxemia em situações de estresse.
Na gestação, a CRF geralmente diminui devido à elevação do diafragma pelo útero gravídico, o que reduz o volume pulmonar e a complacência da parede torácica, ao contrário do que ocorre no idoso.
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