HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Em relação à capacidade funcional do idoso é CORRETO afirmar que:
Capacidade funcional idoso > número de doenças para definir saúde e qualidade de vida.
A capacidade funcional é o principal indicador de saúde e bem-estar em idosos, refletindo a autonomia e independência do indivíduo, sendo mais relevante que a mera contagem de comorbidades para avaliar a qualidade de vida e planejar intervenções.
A avaliação da capacidade funcional é um dos pilares da geriatria e da gerontologia, sendo considerada o principal indicador de saúde e bem-estar em indivíduos idosos. Diferentemente de outras faixas etárias, onde a ausência de doenças pode ser um bom marcador de saúde, no idoso, a presença de múltiplas comorbidades é frequente. Contudo, o que realmente define a qualidade de vida e a necessidade de intervenção é a capacidade de o indivíduo manter sua autonomia e independência. A capacidade funcional é avaliada através da observação e questionamento sobre a realização das Atividades de Vida Diária (AVDs) e das Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs). As AVDs são tarefas básicas de autocuidado, como alimentar-se, vestir-se e tomar banho, enquanto as AIVDs envolvem tarefas mais complexas que permitem a interação com o ambiente, como gerenciar finanças, preparar refeições e usar o telefone. A preservação dessas capacidades é crucial para um envelhecimento bem-sucedido. Para residentes, compreender que a capacidade funcional é um elemento fundamental na definição de saúde do idoso é essencial. Isso direciona a abordagem clínica para a manutenção da funcionalidade, a prevenção de quedas e a promoção da independência, em vez de focar exclusivamente no tratamento de doenças isoladas. A avaliação funcional deve ser parte integrante de qualquer consulta geriátrica, permitindo um plano de cuidados individualizado e focado na qualidade de vida.
É a habilidade do idoso de realizar atividades necessárias para viver de forma independente e com autonomia, englobando as atividades básicas e instrumentais da vida diária.
Porque reflete diretamente a qualidade de vida, autonomia e independência do idoso, sendo um preditor mais robusto de prognóstico e necessidade de cuidados do que a simples lista de comorbidades.
As AVDs incluem tarefas essenciais de autocuidado como alimentar-se, vestir-se, tomar banho, higiene pessoal, continência e mobilidade (transferências).
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