INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Paciente de 30 anos, com 25 semanas de gestação, portadora de diabetes mellitus tipo 1, compareceu a consulta no pré-natal de alto risco, com queixa de corrimento vaginal com prurido e ardência. Relatou também dispareunia de introito vaginal e disúria. No exame, confirmou-se a presença de eritema e fissuras vulvares, corrimento grumoso, com placas aderidas à parede vaginal, de cor branca, edema vulvar e escoriações. Desde o início da gestação, a paciente já tinha tratado 4 vezes os mesmos sintomas.Qual é o tratamento a ser proposto para a paciente?
Candidíase vulvovaginal recorrente em gestante diabética → tratamento tópico prolongado com azóis.
Gestantes com candidíase vulvovaginal recorrente, especialmente diabéticas, necessitam de tratamento tópico prolongado para erradicar o fungo e prevenir recidivas, devido à maior suscetibilidade e risco de complicações. Fluconazol oral é contraindicado no primeiro trimestre e deve ser evitado na gestação, priorizando-se as terapias tópicas.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, e sua recorrência em gestantes, particularmente aquelas com diabetes mellitus tipo 1, representa um desafio clínico. A gestação e o diabetes criam um ambiente vaginal mais propício ao crescimento de Candida spp., devido a alterações hormonais e glicêmicas, respectivamente. É crucial reconhecer os sintomas como prurido, ardência, dispareunia e corrimento grumoso para um diagnóstico e tratamento adequados. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por microscopia direta com KOH ou cultura. O tratamento da candidíase vulvovaginal recorrente em gestantes deve priorizar a segurança fetal. Azóis tópicos (como miconazol, clotrimazol) são a primeira linha de tratamento, com esquemas de indução de 10-14 dias seguidos por manutenção prolongada (3-6 meses) para prevenir recidivas. Fluconazol oral é contraindicado no primeiro trimestre e deve ser evitado na gestação devido a potenciais riscos teratogênicos, especialmente em doses elevadas. A adesão ao tratamento e o controle glicêmico rigoroso são fundamentais para o sucesso terapêutico e a prevenção de novas recorrências. O acompanhamento pré-natal de alto risco é essencial para monitorar a condição materna e fetal, garantindo um desfecho gestacional favorável e minimizando complicações.
Os principais fatores incluem diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos de amplo espectro, imunossupressão e a própria gestação, que altera o ambiente vaginal, tornando-o mais propício ao crescimento fúngico.
O tratamento tópico com azóis é preferível devido à menor absorção sistêmica, minimizando riscos teratogênicos e efeitos adversos fetais, especialmente no primeiro trimestre. A segurança fetal é a prioridade.
O tratamento de manutenção geralmente se estende por 3 a 6 meses, com aplicações tópicas semanais ou duas vezes por semana, para suprimir o crescimento fúngico e prevenir novas recorrências, especialmente em casos de diabetes descontrolado.
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