Candidíase Vulvovaginal: Definição de Recorrente e Complicada

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 30 anos, refere que apresentou 3 episódios de candidíase no último ano causadas pela Candida albicans. È obesa e todos os episódios foram desencadeados após ter ido para a praia, referiu prurido intenso vulvo-vaginal e disúria com saída de corrimento tipo coalhada. O último episódio ocorreu há 5 dias. O diagnóstico mais provável é:

Alternativas

  1. A) Infeção urinária de repetição.
  2. B) Episódios isolados de candidíase simples.
  3. C) Vaginose citolítica.
  4. D) Candidíase complicada.
  5. E) Candidíase de repetição.

Pérola Clínica

Candidíase vulvovaginal recorrente é definida por ≥ 4 episódios sintomáticos em 1 ano; 3 episódios não preenchem este critério.

Resumo-Chave

Embora a paciente apresente múltiplos episódios e sintomas intensos, a definição estrita de candidíase vulvovaginal recorrente exige 4 ou mais episódios em 12 meses. A obesidade é um fator de risco, mas não necessariamente torna a candidíase "complicada" por si só, a menos que haja imunossupressão ou diabetes descompensado.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção fúngica comum, principalmente causada pela Candida albicans, que afeta milhões de mulheres. Caracteriza-se por prurido, disúria e corrimento tipo coalhada. A distinção entre CVV simples, complicada e recorrente é fundamental para o manejo adequado e para a preparação em provas de residência. A CVV é classificada como recorrente quando há quatro ou mais episódios sintomáticos em um período de 12 meses. A CVV é considerada complicada se for grave (sintomas intensos, eritema extenso, edema, fissuras), causada por espécies não-albicans, ou se ocorrer em pacientes imunocomprometidas, diabéticas descompensadas ou grávidas. A paciente do caso, com 3 episódios e obesidade, não se enquadra estritamente na definição de recorrente nem de complicada, a menos que o "prurido intenso" seja interpretado como "grave" e a obesidade como um fator de complicação relevante. O tratamento da CVV simples geralmente envolve antifúngicos tópicos ou orais de curta duração. Para a CVV recorrente, é indicado um regime de indução seguido por terapia de manutenção prolongada. A identificação e manejo dos fatores de risco, como o controle glicêmico em diabéticas ou a revisão de hábitos de higiene, são importantes para prevenir recorrências.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre candidíase vulvovaginal simples e complicada?

A candidíase simples é esporádica, leve a moderada, causada por C. albicans em hospedeiras saudáveis. A complicada inclui infecções graves, recorrentes (≥4/ano), por espécies não-albicans ou em hospedeiras imunocomprometidas/comorbidades.

Quais são os critérios para o diagnóstico de candidíase vulvovaginal recorrente?

O diagnóstico de candidíase vulvovaginal recorrente é estabelecido quando a paciente apresenta quatro ou mais episódios sintomáticos documentados em um período de 12 meses.

Quais fatores de risco estão associados à candidíase vulvovaginal?

Fatores de risco incluem diabetes mellitus, uso de antibióticos de amplo espectro, imunossupressão, gravidez, uso de contraceptivos orais de alta dose de estrogênio, obesidade e hábitos de higiene inadequados.

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