HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Mulher, 30 anos, retorna ao ambulatório de ginecologia geral com queixa de pruridovulvar, conteúdo vaginal branco e grumoso e sensação de disúria terminal. Destaca que éo quarto episódio nos últimos 6 meses com essas mesmas queixas. Refere muitoincômodo e que isso está diminuindo sua qualidade de vida. O conteúdo vaginal apresentou, ao exame microscópico, esporos e leveduras. O diagnóstico e a conduta mais adequada para esse caso clínico, são respectivamente:
Candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) por C. albicans → Fluconazol 100-200mg/semana por 6 meses.
A candidíase vulvovaginal é considerada recorrente quando há 4 ou mais episódios em 1 ano. Nesses casos, o tratamento de manutenção é crucial para evitar recidivas, sendo o fluconazol oral semanal por 6 meses a terapia de escolha para C. albicans.
A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) afeta uma parcela significativa de mulheres, impactando sua qualidade de vida. É definida pela ocorrência de quatro ou mais episódios sintomáticos em um ano. A maioria dos casos é causada por Candida albicans, mas espécies não-albicans, como C. glabrata e C. tropicalis, têm ganhado relevância devido à sua resistência a antifúngicos comuns. A identificação correta da espécie é crucial para o sucesso terapêutico. A fisiopatologia da CVVR envolve fatores do hospedeiro, como alterações imunológicas locais, uso de antibióticos de amplo espectro, diabetes mellitus descompensado e uso de contraceptivos orais de alta dose. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico (conteúdo vaginal branco, grumoso, prurido, eritema) e microscopia (presença de leveduras e hifas). A cultura vaginal é recomendada em casos de CVVR para identificar a espécie e testar a sensibilidade. O tratamento da CVVR por C. albicans consiste em uma fase de indução (dose única de fluconazol 150 mg) seguida de uma fase de manutenção com fluconazol oral 100-200 mg semanalmente por 6 meses. Para espécies não-albicans, o tratamento é mais desafiador, podendo incluir azóis tópicos prolongados (ex: miconazol, clotrimazol) ou ácido bórico intravaginal. A adesão ao tratamento de manutenção é fundamental para prevenir novas recorrências e melhorar a qualidade de vida da paciente.
A candidíase vulvovaginal é considerada recorrente quando a paciente apresenta quatro ou mais episódios sintomáticos documentados em um período de 12 meses. O diagnóstico é clínico e laboratorial.
Para Candida albicans, o tratamento de manutenção padrão é o fluconazol oral, na dose de 100 a 200 mg, uma vez por semana, durante seis meses consecutivos.
Para espécies não-albicans, o fluconazol pode ser menos eficaz. Nesses casos, opções incluem azóis tópicos prolongados por 14 dias ou ácido bórico intravaginal, 600 mg diariamente por 14 dias, seguido de manutenção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo