FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 45 anos, imunocomprometida, apresenta prurido vulvar, dispareunia e corrimento vaginal branco, com relato de cinco episódios semelhantes no último ano. O tratamento mais adequado para esta paciente é:
Candidíase vulvovaginal recorrente em imunocomprometida → Fluconazol oral em esquema prolongado.
A candidíase vulvovaginal recorrente (quatro ou mais episódios por ano) em pacientes imunocomprometidas exige um tratamento mais agressivo e prolongado do que as infecções esporádicas. O fluconazol oral em esquema prolongado (dose de ataque seguida de manutenção semanal) é a abordagem mais eficaz para suprimir a recorrência e controlar os sintomas nestes casos.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, mas sua forma recorrente (quatro ou mais episódios por ano) representa um desafio terapêutico, especialmente em pacientes imunocomprometidas. Nesses casos, a resposta aos tratamentos convencionais de dose única ou tópicos de curta duração é frequentemente insatisfatória, levando a frustração e piora da qualidade de vida da paciente. O diagnóstico baseia-se nos sintomas clássicos (prurido, dispareunia, corrimento branco caseoso) e na confirmação laboratorial (microscopia com hifas e esporos, cultura). Para pacientes imunocomprometidas com candidíase vulvovaginal recorrente, a conduta mais adequada é o tratamento com fluconazol oral em esquema prolongado. Isso geralmente envolve uma dose de ataque inicial (ex: 150 mg em dose única ou 3 doses em dias alternados) seguida por uma dose de manutenção semanal (ex: 150 mg/semana) por um período de 6 meses ou mais, dependendo da resposta clínica e do grau de imunocomprometimento. Essa abordagem visa suprimir a colonização fúngica e prevenir novas crises, sendo superior às terapias tópicas ou orais de curta duração. É crucial que residentes compreendam a diferença entre candidíase esporádica e recorrente, e a importância de adaptar o tratamento a fatores como o estado imunológico da paciente. O manejo inadequado pode levar à cronicidade dos sintomas e ao desenvolvimento de resistência antifúngica. Além do tratamento medicamentoso, a identificação e controle de fatores predisponentes, como o controle glicêmico em diabéticas ou a revisão de medicamentos imunossupressores, são parte integrante da estratégia terapêutica.
A candidíase vulvovaginal é considerada recorrente quando a paciente apresenta quatro ou mais episódios sintomáticos por ano, confirmados por cultura ou exame microscópico, sem que haja uma causa subjacente óbvia para a recorrência.
O fluconazol em esquema prolongado (ex: dose de ataque e depois dose semanal por 6 meses) é eficaz porque atinge concentrações sistêmicas que suprimem o crescimento fúngico de forma contínua, prevenindo novas recorrências, especialmente em pacientes com fatores predisponentes como imunocomprometimento.
Fatores predisponentes incluem diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos de amplo espectro, imunossupressão (HIV, uso de corticosteroides), gravidez, uso de contraceptivos orais de alta dose de estrogênio, e certas condições genéticas que afetam a imunidade local.
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