Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2021
Mulher, 30 anos de idade, apresenta corrimento vaginal branco, de aspecto grumoso, acompanhado de prurido vulvovaginal intenso, sendo este quadro recorrente, com 5 episódios em 12 meses. Diante da situação apresentada, qual deve ser o tratamento para o caso questão, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde?
Candidíase vulvovaginal recorrente (≥4 episódios/ano) → Fluconazol 150mg (dias 1, 4, 7) + manutenção semanal por 6 meses.
A paciente apresenta candidíase vulvovaginal recorrente, definida por 4 ou mais episódios em 12 meses. O tratamento, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, envolve uma fase de indução com 3 doses de fluconazol oral, seguida de uma fase de manutenção com fluconazol semanal por 6 meses para prevenir novas recorrências.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, e sua forma recorrente (CVVR), definida por quatro ou mais episódios em 12 meses, afeta uma parcela significativa de mulheres, causando grande desconforto e impacto na qualidade de vida. A etiologia mais comum é a Candida albicans, mas outras espécies podem estar envolvidas, especialmente em casos refratários. O reconhecimento dos sintomas clássicos (prurido intenso, corrimento branco grumoso, eritema vulvar) é o primeiro passo para o diagnóstico. O tratamento da CVVR difere do tratamento de um episódio isolado. Enquanto um episódio agudo pode ser tratado com dose única ou curso curto de antifúngicos, a forma recorrente exige uma abordagem mais prolongada. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde para candidíase vulvovaginal recorrente preconiza um esquema de tratamento que visa não apenas resolver o episódio agudo, mas também prevenir futuras recorrências. Este esquema consiste em uma fase de indução, geralmente com três doses de fluconazol oral em dias alternados, seguida por uma fase de manutenção com fluconazol semanal por um período de seis meses. Essa estratégia de manutenção é fundamental para suprimir o crescimento fúngico e restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal, sendo um ponto chave para o sucesso terapêutico e para o conhecimento do residente em ginecologia e obstetrícia.
A candidíase vulvovaginal recorrente é diagnosticada pela presença de quatro ou mais episódios sintomáticos de candidíase vulvovaginal em um período de 12 meses, confirmados por exame clínico e laboratorial (exame a fresco ou cultura).
O PCDT do Ministério da Saúde recomenda uma fase de indução com fluconazol 150mg via oral nos dias 1, 4 e 7 (3 doses), seguida de uma fase de manutenção com fluconazol 150mg via oral uma vez por semana, durante 6 meses.
O tratamento de manutenção é crucial para suprimir o crescimento fúngico e prevenir novas recorrências, especialmente em casos onde há fatores predisponentes persistentes ou uma resposta imune local deficiente, melhorando a qualidade de vida da paciente.
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