IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Uma paciente apresenta candidíase vaginal recorrente. Qual é o tratamento de manutenção recomendado para reduzir as recorrências?
Candidíase vulvovaginal recorrente (≥4 episódios/ano) → Terapia de manutenção com fluconazol oral semanal por 6 meses.
A terapia de manutenção com antifúngico oral semanal (ex: fluconazol) é a estratégia mais eficaz para suprimir o crescimento fúngico e prevenir novos episódios em pacientes com candidíase recorrente. O objetivo é quebrar o ciclo de infecções frequentes.
A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção comum causada por leveduras do gênero Candida, principalmente a C. albicans. A forma recorrente (CVVR) é definida pela ocorrência de quatro ou mais episódios sintomáticos em um ano, representando um desafio clínico significativo que afeta a qualidade de vida da mulher. Fatores como diabetes descompensado, uso de antibióticos e imunossupressão podem predispor à recorrência. O manejo da CVVR é dividido em duas fases. A primeira é a fase de indução, que visa erradicar a infecção aguda com um regime mais intenso de antifúngicos, seja tópico ou oral. A segunda, e mais importante, é a fase de manutenção, cujo objetivo é prevenir novas crises. A terapia supressiva com antifúngicos orais em doses semanais é a mais eficaz para este fim. O tratamento de manutenção padrão-ouro consiste no uso de fluconazol 150 mg por via oral, uma vez por semana, por um período de seis meses. Este esquema demonstrou reduzir significativamente a frequência das recorrências. O uso de antifúngicos tópicos diários é menos prático e eficaz, enquanto antibióticos não tratam infecções fúngicas e lavagens vaginais podem desequilibrar a flora local, piorando o quadro.
O diagnóstico de candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) é estabelecido quando a paciente apresenta quatro ou mais episódios sintomáticos e confirmados por exame micológico (exame a fresco ou cultura) em um período de 12 meses.
Após um tratamento de indução para a crise aguda (ex: fluconazol 150mg a cada 72h por 3 doses), o esquema de manutenção mais comum é o uso de fluconazol 150 mg, via oral, uma vez por semana, por um período de seis meses.
A falha no tratamento com fluconazol pode indicar a presença de espécies de Candida não-albicans, como a C. glabrata, que são frequentemente resistentes. Nesses casos, é fundamental realizar uma cultura com antifungigrama para guiar a terapia com antifúngicos alternativos, como o ácido bórico intravaginal.
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