UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Qual o conceito de candidíase recorrente (CDC/2015 e Protocolos FEBRASGO/2019)?
Candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) = 4+ episódios em 12 meses.
A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) é definida pela ocorrência de quatro ou mais episódios sintomáticos em um período de 12 meses, conforme as diretrizes do CDC e FEBRASGO. Essa condição exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica diferenciada.
A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção fúngica comum, causada principalmente por Candida albicans, que afeta a maioria das mulheres em algum momento da vida. No entanto, uma parcela significativa dessas mulheres pode desenvolver candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR), definida como quatro ou mais episódios sintomáticos em um período de 12 meses, conforme as diretrizes do CDC (2015) e os Protocolos da FEBRASGO (2019). Essa recorrência impacta significativamente a qualidade de vida das pacientes. A fisiopatologia da CVVR é multifatorial, envolvendo fatores do hospedeiro (como alterações imunológicas locais ou sistêmicas, diabetes, uso de antibióticos) e fatores relacionados ao fungo (como cepas mais virulentas ou resistência a antifúngicos). O diagnóstico baseia-se na história clínica e na confirmação laboratorial, geralmente por microscopia do corrimento vaginal ou cultura fúngica. É crucial diferenciar CVVR de outras vulvovaginites e identificar possíveis fatores predisponentes. O manejo da CVVR difere do tratamento de um episódio isolado. Geralmente, envolve uma fase inicial de tratamento para resolver o episódio agudo, seguida por um regime de manutenção prolongado (por exemplo, fluconazol oral semanal por 6 meses) para suprimir o crescimento fúngico e prevenir novas recorrências. A identificação e correção de fatores de risco, quando possível, também são componentes importantes da estratégia terapêutica.
Os sintomas clássicos incluem prurido vulvovaginal intenso, corrimento vaginal branco e espesso (aspecto de "leite coalhado"), eritema, edema e disúria.
Fatores como diabetes mellitus descompensado, uso de antibióticos de amplo espectro, imunossupressão, uso de contraceptivos orais de alta dosagem de estrogênio e hábitos de higiene inadequados podem predispor à CVVR.
O tratamento da CVVR geralmente envolve uma fase de indução com antifúngicos orais ou tópicos seguida por uma fase de manutenção prolongada (por exemplo, fluconazol oral semanal por 6 meses) para prevenir novas recorrências.
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