HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
Uma mulher grávida de 30 anos chega para se consultar e apresenta um prurido vulvar e corrimento vaginal branco e grumoso. Ela nunca teve esses sintomas antes. Com base nesse cenário, julgue as seguintes afirmações:1. A paciente provavelmente tem candidíase vulvovaginal.2. A gravidez não é um fator predisponente para a candidíase vulvovaginal.3. O principal agente causador é a Candida albicans.Sendo, (V) para verdadeiro e (F) para falso, é CORRETO afirmar:
Candidíase vulvovaginal na gravidez: prurido + corrimento grumoso; gravidez é fator predisponente; principal agente = Candida albicans.
A candidíase vulvovaginal é comum na gravidez devido às alterações hormonais (aumento de estrogênio e progesterona) e imunológicas, que favorecem o crescimento da Candida albicans. O quadro clínico típico inclui prurido intenso e corrimento branco, espesso e grumoso.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, especialmente em mulheres grávidas, afetando até 75% das mulheres em algum momento da vida. Durante a gestação, a incidência aumenta significativamente devido a alterações hormonais e imunológicas, tornando-se uma queixa frequente nos consultórios ginecológicos e um tópico relevante para a residência médica. A fisiopatologia envolve o aumento dos níveis de estrogênio, que leva ao acúmulo de glicogênio nas células epiteliais vaginais, e a progesterona, que causa uma imunossupressão localizada. Essas mudanças criam um ambiente propício para a proliferação da Candida albicans, o principal agente etiológico. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de prurido vulvar, queimação, dispareunia e corrimento vaginal branco, espesso e grumoso. A microscopia do corrimento com hidróxido de potássio (KOH) pode revelar hifas e esporos. O tratamento na gravidez deve ser feito com antifúngicos tópicos (cremes ou óvulos vaginais) por 7 a 14 dias, como miconazol ou clotrimazol, que são considerados seguros. É crucial orientar a paciente sobre medidas de higiene e evitar fatores que possam exacerbar a condição. O manejo adequado garante o alívio dos sintomas e previne complicações, embora a candidíase não seja associada a desfechos adversos graves na gestação.
Os sintomas clássicos incluem prurido vulvar intenso, queimação, dispareunia e um corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, muitas vezes descrito como "leite coalhado".
A gravidez aumenta os níveis de estrogênio, que eleva o glicogênio nas células vaginais, e de progesterona, que causa imunossupressão local, criando um ambiente favorável ao crescimento da Candida.
O principal agente etiológico da candidíase vulvovaginal é a Candida albicans, responsável por cerca de 85-90% dos casos.
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