Candidíase na Gestação: Diagnóstico e Tratamento Seguro

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 21 anos de idade, idade gestacional de 24 semanas, comparece à Unidade Básica de Saúde queixando de corrimento vaginal branco, acompanhado de irritação local e prurido intenso. À inspeção genital, foi detectada hiperemia vulvar e, ao exame especular,corrimento branco-amarelado, espesso e grumoso, aderido às paredes vaginais. Com relação ao caso clínico apresentado, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Trata-se de candidíase vulvovaginal e está indicado o uso banho de assento com permanganato de potássio duas vezes ao dia.
  2. B) Trata-se de candidíase vulvovaginal e está indicado o uso de Miconazol tópico por sete noites.
  3. C) Trata-se de candidíase vulvovaginal e está indicado o uso de Metronidazol 250 mg de oito em oito horas por sete dias.
  4. D) Trata-se de candidíase vulvovaginal e está indicado o tratamento da paciente e do parceiro com Cetoconazol sistêmico.

Pérola Clínica

Candidíase vulvovaginal na gestação: corrimento branco grumoso + prurido intenso → Miconazol tópico por 7 noites.

Resumo-Chave

A candidíase vulvovaginal é comum na gestação devido a alterações hormonais. O quadro clínico clássico inclui prurido intenso, hiperemia vulvar e corrimento branco, espesso e grumoso. O tratamento de escolha para gestantes são os antifúngicos azólicos tópicos, como o miconazol, por um período de 7 dias, devido à segurança fetal e eficácia.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, especialmente prevalente durante a gestação devido às alterações hormonais que favorecem o crescimento da Candida albicans. É uma condição incômoda, mas geralmente não grave para a mãe ou o feto, sendo importante o diagnóstico e tratamento corretos para aliviar os sintomas e prevenir complicações. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos de prurido intenso, hiperemia vulvar e corrimento vaginal branco, espesso e grumoso. O exame especular revela o corrimento aderido às paredes vaginais. A confirmação pode ser feita por exame microscópico do corrimento vaginal, que mostra hifas e esporos de Candida, ou cultura fúngica. O tratamento na gestação deve priorizar a segurança fetal. Antifúngicos azólicos tópicos, como o miconazol ou clotrimazol, são a escolha de primeira linha, aplicados por 7 a 14 noites. É crucial evitar antifúngicos orais, como o fluconazol ou cetoconazol, devido a potenciais riscos teratogênicos. O tratamento do parceiro sexual geralmente não é necessário, a menos que ele apresente sintomas de balanopostite.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da candidíase vulvovaginal em gestantes?

Os sintomas clássicos incluem prurido vulvovaginal intenso, irritação local, hiperemia (vermelhidão) da vulva e vagina, e um corrimento vaginal branco, espesso, grumoso, com aspecto de 'leite coalhado', que adere às paredes vaginais.

Qual é o tratamento de primeira linha para candidíase em gestantes?

O tratamento de primeira linha para candidíase vulvovaginal em gestantes consiste em antifúngicos azólicos tópicos, como o miconazol, clotrimazol ou nistatina, administrados por via vaginal por um período de 7 a 14 dias. Essa abordagem é eficaz e considerada segura para o feto.

Por que o tratamento sistêmico com cetoconazol não é indicado na gestação?

O tratamento sistêmico com cetoconazol (oral) não é indicado na gestação devido ao seu potencial teratogênico e hepatotóxico. A segurança fetal é uma prioridade, e os riscos associados aos antifúngicos orais superam os benefícios em comparação com as opções tópicas seguras e eficazes.

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