Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Achados Chave

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020

Enunciado

Uma paciente de trinta anos de idade queixa-se de leucorreia branca grumosa, associada a intenso prurido e à ardência vaginal, após ter passado alguns dias na praia. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o que se espera da propedêutica complementar para confirmar o mais provável diagnóstico.

Alternativas

  1. A) pH vaginal acima de 4,5, whiff test negativo e hifas e esporos no exame a fresco
  2. B) pH vaginal acima de 4,5, whiff test positivo e clue cells na bacterioscopia
  3. C) pH vaginal acima de 4,5, whiff test positivo e presença de protozoário flagelado noexame a fresco
  4. D) pH vaginal abaixo de 4,5, whiff test negativo e hifas e esporos no exame a fresco
  5. E) pH vaginal abaixo de 4,5, whiff test positivo e hifas e esporos no exame a fresco

Pérola Clínica

Candidíase vulvovaginal → Leucorreia grumosa, prurido, pH vaginal < 4,5, whiff test negativo, hifas/esporos no exame a fresco.

Resumo-Chave

O quadro clínico de leucorreia branca grumosa, intenso prurido e ardência vaginal, especialmente após exposição a um ambiente úmido como a praia, é altamente sugestivo de candidíase vulvovaginal. Os achados laboratoriais esperados para confirmar esse diagnóstico incluem pH vaginal ácido (<4,5), whiff test negativo e a presença de hifas e/ou esporos de Candida no exame a fresco.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente pela Candida albicans, que afeta a vulva e a vagina. É caracterizada por sintomas como leucorreia branca, espessa e grumosa, intenso prurido, ardência vaginal e, por vezes, disúria e dispareunia. Fatores como uso de antibióticos, diabetes mellitus, gravidez, imunossupressão e ambientes úmidos (como após dias na praia) podem predispor à sua ocorrência. O diagnóstico da candidíase vulvovaginal é primariamente clínico, mas a propedêutica complementar é fundamental para a confirmação e exclusão de outros diagnósticos diferenciais. Os achados esperados incluem um pH vaginal abaixo de 4,5 (caracteristicamente ácido), um whiff test negativo (ausência de odor amínico após adição de KOH) e a visualização de hifas e/ou esporos de Candida no exame a fresco da secreção vaginal, que pode ser realizado com solução salina ou hidróxido de potássio (KOH) a 10%. Para residentes, é crucial dominar a diferenciação entre as principais causas de vaginite (candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase), pois cada uma possui um perfil clínico e laboratorial distinto e requer tratamento específico. O tratamento da candidíase geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol), com boa resposta na maioria dos casos. A educação da paciente sobre fatores predisponentes e medidas preventivas também é parte importante do manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da candidíase vulvovaginal?

A candidíase vulvovaginal tipicamente se apresenta com leucorreia branca, espessa e grumosa (aspecto de "leite coalhado"), intenso prurido vulvovaginal, ardência, disúria e dispareunia.

Como o pH vaginal e o whiff test auxiliam no diagnóstico da candidíase?

Na candidíase, o pH vaginal geralmente está abaixo de 4,5 (ácido), e o whiff test (teste das aminas) é negativo. Isso ajuda a diferenciar de outras vaginites como a vaginose bacteriana e a tricomoníase, que apresentam pH > 4,5 e whiff test positivo.

O que se espera encontrar no exame a fresco de uma paciente com candidíase?

No exame a fresco com solução salina ou KOH 10%, espera-se encontrar hifas (pseudohifas) e/ou esporos (leveduras) de Candida, que são as formas características do fungo.

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