SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Paciente de 50 anos, apresentou quadro clínico de cistite e foi medicada com antibiótico há 1 semana, porém procurou seu ginecologista por telemedicina, referindo ardor e coceira intensa na região genital, associada a secreção vaginal com uma massa branca, que as vezes fica amarelada. Diante desta problemática, qual das alternativas seria a terapia mais bem indicada, no momento?
História recente de ATB + prurido intenso + corrimento branco grumoso → Candidíase vulvovaginal → Fluconazol.
O uso recente de antibióticos é um fator de risco conhecido para candidíase vulvovaginal, devido à alteração da flora vaginal. A descrição de ardor, coceira intensa e secreção vaginal "massa branca" (aspecto de queijo cottage) é altamente sugestiva de candidíase, cujo tratamento de escolha é o fluconazol.
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, causada principalmente pela Candida albicans, que afeta a vulva e a vagina. É caracterizada por prurido intenso, ardor, irritação e um corrimento vaginal branco e espesso. Fatores predisponentes incluem o uso de antibióticos de amplo espectro, diabetes mellitus, gravidez, imunossupressão e uso de contraceptivos orais de alta dosagem. A história clínica e o exame físico são frequentemente suficientes para o diagnóstico. O diagnóstico diferencial da candidíase inclui outras vulvovaginites, como a vaginose bacteriana e a tricomoníase, que apresentam características clínicas e tratamentos distintos. A microscopia do corrimento vaginal, com a visualização de hifas e esporos, pode confirmar o diagnóstico. O tratamento visa erradicar o fungo e aliviar os sintomas, sendo o fluconazol uma opção sistêmica eficaz e conveniente. O fluconazol, um antifúngico azólico, é a terapia de escolha para a candidíase vulvovaginal não complicada, geralmente administrado em dose única oral de 150 mg. Para casos recorrentes ou complicados, esquemas de tratamento mais prolongados ou doses repetidas podem ser necessários. É fundamental orientar a paciente sobre os fatores de risco e medidas preventivas para evitar recorrências, como evitar roupas apertadas e úmidas e o uso indiscriminado de antibióticos.
Os sintomas clássicos incluem prurido vulvar intenso, ardor, dispareunia, disúria e um corrimento vaginal branco, espesso, grumoso, com aspecto de "queijo cottage", que adere às paredes vaginais.
Antibióticos de amplo espectro podem eliminar as bactérias da flora vaginal normal, especialmente os lactobacilos, que mantêm o pH ácido e inibem o crescimento de Candida. Com a supressão da flora protetora, a Candida albicans pode proliferar.
Para candidíase vulvovaginal não complicada, a dose usual de fluconazol é de 150 mg em dose única oral. Em casos de candidíase recorrente ou complicada, podem ser necessárias doses adicionais ou esquemas mais prolongados.
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