Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Entre as vulvovaginites, qual condição se caracteriza por corrimento esbranquiçado, grumoso, associado a prurido intenso?
Candidíase vulvovaginal: prurido intenso + corrimento branco, grumoso ('leite coalhado').
A candidíase vulvovaginal, causada principalmente por Candida albicans, é uma infecção fúngica comum caracterizada por prurido vulvar intenso, queimação, disúria e um corrimento vaginal esbranquiçado, espesso e grumoso, muitas vezes descrito como 'leite coalhado'. Não costuma ter odor fétido e o pH vaginal é geralmente normal (<4,5).
A candidíase vulvovaginal é uma das infecções vaginais mais comuns, afetando grande parte das mulheres em idade fértil pelo menos uma vez na vida. É causada principalmente pelo fungo Candida albicans, um habitante normal da microbiota vaginal que, sob certas condições, pode proliferar e causar sintomas. A compreensão de suas manifestações clínicas é fundamental para o diagnóstico diferencial das vulvovaginites, um tema frequente em ginecologia e atenção primária à saúde, e essencial para a prática do residente. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio da microbiota vaginal, permitindo o crescimento excessivo de Candida. Fatores como uso de antibióticos (que eliminam bactérias competitivas), gravidez (aumento de estrogênio e glicogênio), diabetes mellitus (glicemia elevada), imunossupressão e uso de contraceptivos orais podem predispor à infecção. Os sintomas clássicos incluem prurido vulvar intenso, queimação, disúria, dispareunia e um corrimento vaginal característico: esbranquiçado, espesso, grumoso e inodoro, frequentemente descrito como 'leite coalhado' ou 'queijo cottage'. Ao exame, observa-se eritema e edema da vulva e vagina. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exame microscópico do corrimento vaginal (montagem a fresco com KOH 10%), que revela hifas e pseudo-hifas. O tratamento geralmente envolve antifúngicos tópicos (cremes, óvulos) ou orais (fluconazol, dose única). É crucial diferenciar a candidíase de outras vulvovaginites, como vaginose bacteriana e tricomoníase, que requerem tratamentos distintos. O manejo adequado não só alivia os sintomas, mas também previne recorrências, melhorando a qualidade de vida da paciente.
Os sintomas mais característicos da candidíase vulvovaginal incluem prurido vulvar intenso, queimação, disúria e um corrimento vaginal esbranquiçado, espesso e grumoso, frequentemente comparado a 'leite coalhado' ou 'queijo cottage'. Pode haver também eritema e edema vulvar.
A candidíase se diferencia pelo prurido intenso, corrimento branco-grumoso sem odor fétido e pH vaginal normal (<4,5). A vaginose bacteriana tem corrimento acinzentado, homogêneo, com odor de peixe e pH >4,5. A tricomoníase apresenta corrimento amarelo-esverdeado, bolhoso, odor fétido e pH >4,5, além de inflamação cervical.
O agente etiológico mais comum é a Candida albicans. Fatores de risco incluem uso recente de antibióticos, gravidez, diabetes mellitus descompensado, imunossupressão, uso de contraceptivos orais de alta dose de estrogênio e roupas apertadas ou úmidas.
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