Candidíase Vulvovaginal: Diagnóstico e Tratamento Eficaz

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Senhorita com 27 anos de idade procura atendimento por apresentar há 5 dias intenso prurido vulvovaginal e corrimento esbranquiçado, tipo leite coalhado e inodoro. Nega comorbidades e faz uso de dispositivo intra uterino liberador de progesterona. Na inspeção de genitais externos observou-se hiperemia e edema de grandes e pequenos lábios. No exame especular foi observado conteúdo vaginal esbranquiçado, grumoso, hiperemia de colo uterino e vagina. Teste de Whiff negativo. Para a terapêutica deste tipo de corrimento o fármaco que possui maior eficácia é

Alternativas

  1. A)  butoconal 500 mg via vaginal dose única.
  2. B)  isoconazol 70 mg / dia/ 7 dias via vaginal.
  3. C)  nistatina 100 UI / dia / 15 dias via vaginal.
  4. D)  fluconazol 150 mg via oral dose única.
  5. E)  terconazol 40 mg/ dia / 5 dias.

Pérola Clínica

Candidíase vulvovaginal: corrimento branco grumoso, prurido, Whiff negativo. Fluconazol oral dose única é eficaz.

Resumo-Chave

A candidíase vulvovaginal é caracterizada por prurido intenso e corrimento esbranquiçado, tipo 'leite coalhado', sem odor fétido (Whiff negativo). O tratamento com fluconazol oral em dose única é uma opção sistêmica eficaz, especialmente para casos não complicados, devido à sua boa absorção e distribuição tecidual.

Contexto Educacional

A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica comum, afetando grande parte das mulheres em idade fértil. É causada principalmente por espécies de Candida, sendo a Candida albicans a mais prevalente. A condição é caracterizada por um desequilíbrio da microbiota vaginal, levando a sintomas incômodos que impactam a qualidade de vida das pacientes. É crucial para residentes reconhecerem essa condição devido à sua alta incidência e à necessidade de tratamento adequado para evitar recorrências. O diagnóstico da candidíase vulvovaginal baseia-se na anamnese e exame físico, que revelam prurido intenso, corrimento esbranquiçado e grumoso, e hiperemia vulvovaginal. O teste de Whiff é negativo, e o pH vaginal geralmente é normal (<4,5). A microscopia da secreção vaginal pode confirmar a presença de leveduras e pseudohifas. É importante suspeitar de candidíase em pacientes com esses sintomas, especialmente na ausência de outros sinais de infecção bacteriana ou parasitária. O tratamento visa erradicar o fungo e aliviar os sintomas. Para casos não complicados, o fluconazol 150 mg via oral em dose única é uma opção sistêmica eficaz. Antifúngicos tópicos, como cremes ou óvulos de azóis (ex: butoconazol, isoconazol, terconazol) ou nistatina, também são amplamente utilizados. Em casos de candidíase recorrente ou complicada, esquemas de tratamento mais prolongados ou profiláticos podem ser necessários. O manejo adequado é fundamental para a resolução dos sintomas e prevenção de reinfecções.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da candidíase vulvovaginal?

Os principais sintomas incluem prurido vulvovaginal intenso, corrimento esbranquiçado e grumoso (tipo 'leite coalhado'), inodoro, além de hiperemia e edema da vulva e vagina. Pode haver também dispareunia e disúria.

Qual a conduta terapêutica mais eficaz para candidíase vulvovaginal não complicada?

Para candidíase vulvovaginal não complicada, o tratamento com fluconazol 150 mg via oral em dose única é altamente eficaz. Alternativas incluem antifúngicos tópicos (cremes ou óvulos) por 1 a 7 dias, como butoconazol, isoconazol ou terconazol.

Como diferenciar candidíase de outras vulvovaginites?

A candidíase se diferencia pela ausência de odor fétido (Whiff test negativo), pH vaginal normal (<4,5) e presença de hifas e esporos de Candida ao microscópio. Vaginose bacteriana e tricomoníase geralmente apresentam pH elevado e Whiff test positivo.

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